Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Sussex, do Reino Unido, juntamente com a Escola Politécnica Federal de Zurique da Suíça, alertaram que o próximo desastre nuclear, comparável ao que ocorreu no ano de 1986, em Chernobyl, e no ano de 2011, em Fukushima, poderá ocorrer muito mais cedo do que se pensa, segundo relatórios publicados no portal Science Daily. Trata-se da maior análise estatística da história de acidentes nucleares.

O estudo indica que, embora os acidentes nucleares tenham diminuído, este resultado foi conseguido mediante a supressão de eventos de moderada e grande magnitude. Os pesquisadores estimam que desastres do nível de Chernobyl e Fukushima são prováveis de acontecer uma ou duas vezes por século, e que os acidentes de menor escala, como ocorreu em 1979, em Three Mile Island, nos Estados Unidos, tem probabilidade de acontecer a cada 10 a 20 anos.

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"Os resultados sugerem que os acidentes catastróficos tais como o de Chernobyl e Fukushima não são relíquias do passado", #alerta Benjamin Sovacool, co-autor do estudo. "Mesmo que a nova tecnologia nuclear seja introduzida, enquanto se mantém funcionando antigas instalações, o que é provável dadas as tendências recentes de estender permissões e sublicenciar os reatores existentes- seus riscos permanecem", critica.

Já, Spencer Wheatley, principal autor do estudo, observou que "o nível de risco da energia nuclear é extremamente elevado" e que, para eliminar a possibilidade de um acidente nuclear, "serão necessárias grandes mudanças na frota atual de reatores, que são, predominantemente, tecnologia de segunda geração ".

A pesquisa denuncia que os dados públicos "falhos e lamentavelmente incompletos" da indústria nuclear estão dando lugar a "uma atitude de excesso de confiança", em relação ao risco e aponta para a dupla função da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que é de regulamentar o setor e promovê-lo como culpado.

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"Nossos resultados são alarmantes. Eles sugerem que a metodologia padrão usada pela AIEA para prever acidentes e incidentes é problemática", diz Sovacool. "O próximo acidente nuclear poderia ocorrer muito mais cedo e ser mais grave do que as pessoas pensam", conclui. #perigo #desastre nuclear