O Dr. Sergio Canavero, um dos principais membros do grupo Neuromodulação Avançada de Turin, em entrevista para o jornal Mirror, afirmou que pretende ligar a medula espinhal de uma cabeça a outra. De acordo com o doutor Canavero, os primeiros transplantes deverão ser realizados nos próximos ano. O objetivo da pesquisa é cortar a medula espinhal após repara-la, utilizando a técnica da estimulação elétrica ou magnética.

De acordo com o artigo publicado pelo site Surgical Neurology Internacional, o pesquisador está trabalhando em parceria com pesquisadores da Coreia do Sul e China. Eles afirmam que se inspiraram na história do filme de Frankenstein, no qual a energia elétrica é utilizada para dar vida ao monstro fictício.

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Os pesquisadores pretendem realizar testes de Fusão da Medula Espinhal em seres humanos. Os experimentos seriam utilizados para fazer a ligação de uma cabeça transplantada para um corpo receptor.

A técnica permitirá que o paciente paralisado consiga recuperar os movimentos de seu corpo. Os cientistas afirmam que já encontraram um voluntario para o teste. Seria o russo Valery Spiridonov, de 30 anos, que sofre de uma doença degenerativa conhecida como atrofia muscular espinhal. De acordo com as informações, o homem estaria paralisado do pescoço para baixo.

Um novo artigo publicados pela revista Surgical Neurology, afirma que pesquisadores da Coreia do Sul, em parceria com pesquisadores norte americanos, conseguiram reconectar as medulas espinhais em camundongos e em um cachorro. Sendo assim, o doutor C Yonn Kim, neurocirurgião da Universidade de Konkuk, em Seul, que atua em parceria com Canavero, afirma que, durante a experiência, ele cortou a medula de mais de 15 ratos e foi injetado um produto denominado polietilenoglicol PEG.

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O produto teria sido injetado no pescoço, próximo a medula espinhal dos animais.

Depois de quatro semanas de tratamento, cinco dos oito ratos começaram a recuperar seus movimentos aos poucos, sendo que três morreram. Para finalizar a pesquisa, os cientistas teriam testado a solução de PEG em um cachorro que teve 90% de sua medula espinhal cortada. Após ficar paralisado por aproximadamente três dias, o relatório da pesquisa indicou que ele começou a recuperar seus movimentos. Depois de três semanas de tratamento, o animal já conseguia andar, além de abanar o rabo.

Segundo um artigo publicado pela revista New Scientist, outros pesquisadores vêm levantando uma série de controversas com relação a pesquisa. De acordo com o Dr. Jerry , neurocientista do estado de Ohio, ele disse acreditar que a maioria dos pesquisadores não apoiam este tipo de procedimento. Segundo o Dr.Canavero, antes de iniciar a fase de testes em humanos, a pesquisa deverá ser testada em cadáveres, para depois ser testada no russo Valery Spiridonov.

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Ainda de acordo com os cientistas, a experiência só deverá ser executada com mais de 90% de certeza que o paciente sobreviverá ao procedimento cirúrgico. Sendo assim, o primeiro ser humano a receber o #transplante de cabeça não será Valery, primeiro o experimento deverá ser testado em cadáveres. #Entretenimento #Curiosidades