Segundo o governo Obama, a Rússia provavelmente foi a responsável pelo atentado mortal a um comboio de ajuda humanitária da ONU, que atuava na #síria. As autoridades americanas nesta terça-feira falaram sobre o que ainda restava do enfraquecido acordo de cessar fogo entre os #Estados Unidos e a Rússia.

Horrorizados com o ataque da segunda-feira à noite, funcionários das Nações Unidas suspenderam todos os comboios de ajuda na Síria, descrevendo o bombardeio como um possível crime de guerra e um ato covarde.

A suspensão foi anunciada nesta terça-feira, 20, enquanto a Organização das Nações Unidas realizava a Assembleia Anual Geral em Nova York, onde a guerra que já perdura por 5 anos, se tornou o tema mais desafiador do evento.

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"Bem quando pensamos que não pode ficar pior, o limite da depravação desce ainda mais", disse o secretário-geral Ban Ki-moon, em seu discurso de abertura para o encontro, o último como líder da Organização das Nações Unidas depois de 10 anos. Ban Ki-moon chamou o ataque ao comboio de "doentio, selvagem e aparentemente deliberado".

Publicamente, o governo Obama apontou a Rússia como a responsável, uma vez que este assumiu parte em um acordo de cessar fogo com os Estados Unidos, na semana passada. Mas os norte-americanos ainda estenderam a possibilidade de salvar o acordo. Benjamin Rhodes, o assessor de segurança nacional, disse que a Rússia deveria ter garantido a suspensão de operações na área onde "a assistência humanitária da ONU está trabalhando."

Em particular, as autoridades americanas disseram que o seu serviço de inteligência nacional tem informações que sugerem que aviões russos teriam realmente realizado o ataque.

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As autoridades americanas disseram que a administração Obama gostaria de ir até Moscou para tirar as suas próprias conclusões sobre o bombardeio, o qual destruiu 18 dos 31 caminhões autorizados a viajar para uma área controlada pelos rebeldes no norte da Síria.

O bombardeio ao comboio foi o segundo desastre em três dias para subverter o acordo entre a Rússia e os Estados Unidos, que tinham por objetivo um cessar fogo de uma semana, apoiar entregas de ajuda humanitária e incentivar a colaboração entre as duas potências contra os militantes extremistas na Síria, além de claro, gerar acúmulo de confiança para, eventualmente, retomar as negociações de paz.

A primeira ameaça à colaboração entre os dois países veio por parte dos EUA. No sábado, quando um errante ataque aéreo americano matou cerca de 60 soldados sírios aliados da Rússia, em vez de extremistas do #Estado Islâmico. Apesar do pedido de desculpas, o ataque foi considerado deliberado.