Se alguém duvidava que a “guerra fria” e os desentendimentos entre as super-potências ocupavam índices de aceitabilidade e boa convivência, tem agora razões mais do que concretas para transformar as suas dúvidas em uma certeza praticamente infalível, ou seja, se tornam crescentes os problemas e imbróglios, que, por exemplo, Estados Unidos e Rússia, país mais importante que restou da ex-URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), devem encarar diariamente. Um fato que demonstra que as relações entre as duas grandes nações não vão nada bem é o tratamento belicoso que tanto a embaixadora dos #EUA, Samantha Power e o embaixador russo, Vitaly Churkin, dispensaram no sábado a noite de 17 de setembro nas dependências da ONU, mais especificamente na reunião do Conselho de Segurança, onde ambos disseram estar “fartos” um do outro. 

A situação em si foi agravada porque os Estados Unidos simplesmente violaram o acordo de cessar fogo feito a duras penas na Síria e mandaram bala contra o Exército sírio, o que foi logo interpretado como um socorro direto ao EI - Estado Islâmico ou Daesh como os russos se referem aos terroristas assassinos. 

O resultado nefasto do ataque norte-americano, além de quebrar o cessar-fogo que teve início no começo da semana passada, ainda matou 80 soldados das forças nacionais da Síria e um número superior a cem pessoas ficaram feridas. 

Um pouco antes da reunião de emergência convocada pela Federação da Rússia, o representante permanente russo já se encontrava no salão de consultas da ONU, sendo que nesse momento a enviada norte-americana foi sim primeiro até aos jornalistas e classificou o gesto diplomático da Rússia de "ação cínica e hipócrita", porque os russos agiram dentro das regras estabelecidas em conjunto pela ONU de convocar uma reunião emergencial para discutir assuntos de interesse global. 

Por sua vez, o russo Churkin, classificou perante os jornalistas que a atitude comportamental de Samantha Power é algo “estranho”, uma vez que ela criticou a iniciativa russa sem antes tê-lo ouvido.

Publicidade
Publicidade

Churkin reiterou que ouviu Power dizer que para ela não era interessante o que ele tinha a dizer e que "tudo isso não passava de um truque, etc.". 

O representante permanente da Rússia não mede palavras ao classificar a atitude dos EUA como algo provocador que não tem precedentes e justamente por esse motivo, Churkin, não está nem um pouco interessado em saber sobre quais serão os pecados que a Rússia irá ser acusada dessa vez. 

Enfim, alguns podem se perguntar o seguinte: quando o mundo poderá usufruir de verdadeira paz e segurança enquanto os Estados Unidos continuarem sendo Estados Unidos e a Rússia a ser o seu principal oponente no cenário mundial? #Coalizão russa #Conflito na Síria