Chelsea Manning, a informante do Wikileaks, ganhou nesta sexta-feira, 09, mais um episódio da sua polêmica biografia. De  acordo com informações do portal de notícia G1, o ex-soldado iniciou uma greve de fome na penitenciária militar onde cumpre pena de trinta e cinco anos de detenção. Segundo o governo americano, o motivo da greve de fome é que os Estados Unidos proporcionem para o ex-militar remédios que o ajudem no processo para mudar de sexo. O caso ganhou repercussão mundial. Manning, de vinte e oito anos, nasceu homem. Ele foi batizado com o nome de Bradley, mas revelou que se identifica com o gênero feminino.

A declaração de desejo de mudança de sexo, curiosamente, aconteceu no mesmo momento em que ele foi condenado em 2013 por outro motivo, não ligado à condição de gênero.

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O governo americano o puniu por ajudar a vazar documentos considerados secretos e da segurança nacional para o portal wikileaks, conhecido por desvendar mistérios cabulosos de políticos e empresas. O vazamento ocorreu em 2010. Entre os documentos que foram divulgados estava o de que o governo americano espionava alguns políticos do mundo, dentre eles, a ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT). O vazamento fez com que o presidente americano, Barack Obama, fosse obrigado a pedir desculpas ao governo brasileiro. 

Há dois meses, em julho, a ex-soldado Manning foi levada para uma unidade hospitalar por ter tentado se matar. De acordo com os advogados da presa, ela só fez isso porque quer o tratamento de mudar de sexo de forma adequada. "Preciso de ajuda", diz a presa em um comunicado, que indica que a partir de agora não só não comerá mais, como também se recusará a cortas os cabelos.

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Entidades homossexuais de todo o mundo pressionam o governo americano para que dê os remédios solicitados pela presa. 

Advogados já ameaçam ir até à Organização das Nações Unidas (ONU) para pedir que sejam cumpridos os Direitos Humanos na presa militar. Além disso, eles pedem uma reavaliação da pena.  #Crime