Recentemente uma imagem tomou conta das redes sociais ao retratar a foto de um bebê que supostamente foi deixado deitado em cima de um papelão. A imagem foi postada anonimamente na rede social com a legenda: “Seria bom se essa criança inocente dormisse na escolinha ou em casa ao invés de dormir no mercado”.

Pouco depois do post, vários internautas começaram a reclamar e xingar a mãe da criança por deixá-la dormir em cima de um papelão em uma rua do Quirguistão, já outros reclamaram do governo do país por não fazer nada em uma situação como essa. Zulfia Usinova, mãe da criança, disse em entrevista à BBC que: “Meu filho caiu no sono enquanto eu estava trabalhando e não tive outra opção que não fosse colocá-lo no chão, em um lugar seguro, enquanto eu estava ocupada. Coloquei o papelão debaixo dele, ele cochilou apenas por 10 a 15 minutos”.

A mãe também disse que seu marido estava com dificuldades financeiras e que se mudou para Rússia em busca de emprego e que por isso deixava a criança dormindo enquanto trabalhava, mas mesmo assim muitas #pessoas ainda têm suas dúvidas sobre o real motivo da mãe.

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Fato é que os comentários ainda circulam nas redes sociais com mensagens ofensivas à mãe, dizendo coisas como "Mas por que não a colocou no colo?", "Nossa, não teria um lugar melhor não?". A imagem teve uma grande influência negativa e fez com que o mundo parasse para analisar que a atual situação acontece todos os dias em várias partes, não somente na Rússia, mas pelo mundo todo passam fome, são abandonadas ou pior: obrigadas a trabalhar ilegalmente para ajudar suas famílias financeiramente.

O trabalho infantil hoje é um dos pontos principais de atenção pelos governos do mundo inteiro. Para se ter uma ideia, no Brasil já diminuiu cerca de 59% a taxa de trabalho infantil, porém mesmo assim ainda existe uma margem considerável de crianças trabalhando.

O abandono, por outro lado, preocupa, pois não é apenas o físico, mas também o intelectual, deixando barreiras na mente da criança difíceis de serem recuperadas.

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#Sociedade