O conflito armado da Guerra das Malvinas ou Falklands ocorrido em 1982 entre a Argentina e o Reino Unido até hoje provoca dolorosas lembranças e discussões diplomáticas entre os dois países. Tanto é assim, que o presidente argentino Maurício Macri teve de dar maiores explicações à sociedade argentina, uma vez que o mesmo disse "ter abordado, entre outros temas, a questão da soberania" das Ilhas Malvinas com a atual 1ª ministra britânica, Theresa May. Por outro lado, o governo do Reino Unido veio em público para contradizer veementemente a informação de que sequer a palavra "soberania" tenha sido dita no diálogo entre os dois líderes mundiais. 

Tudo aconteceu após Susana Malcorra, que é chanceler da Argentina ter assinado no dia 13 de setembro deste ano, em conjunto com, Allan Duncan, vice-chanceler britânico, o acordo entre os dois países abrangendo várias áreas de atuação em conjunto, tais como: conexão aérea, pesca, comércio, hidrocarbonetos, navegação; todavia, em nenhuma momento o termo ou ideia sobre "soberania" foi cogitado. 

A guerra que ocorreu deixou marcas tão profundas nos argentinos, que o veterano do conflito contra o Reino Unido, Edgardo Esteban, falou para a agência russa de notícias Sputnik Mundo, que as Malvinas são inegociáveis.

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“Além de as Malvinas serem uma reclamação soberana da Argentina, as ilhas são parte do território latino-americano", reiterou Esteban. 

O ex-soldado ainda fez questão de frisar que não são só as ilhas do Atlântico Sul o foco do entrave, porém os 3,8 milhões de quilômetros quadrados que a ONU – Organização das Nações Unidas reconheceu em 2016, circundar a região. Edgardo levantou os pontos relevantes que dizem respeito as ilhotas do Atlântico, como, por exemplo, as mesmas, traduzem uma imensa reserva de animais aquáticos do Hemisfério Sul do continente americano; se faz presente uma base militar da Grã-Bretanha chamada Mountpleasant no território insular, o que é vantajoso para a política externa dos ingleses, pois além do controle de territórios, a fortificação militar auxilia no controle das águas meridionais e a travessia direta entre os oceanos Atlântico e Pacífico. 

Segundo o ex-militar, o tratado legal promulgado entre os representantes das duas nações, favorece explicitamente e tão unicamente aos britânicos, sendo que os moradores das Malvinas na realidade não veem nada de concreto no que diz respeito a questão da soberania, ainda mais com tanto sangue derramado, mortes e perdas em geral que a guerra provocou .

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Esteban reforçou a percepção de que o “governo (argentino) está mostrando que está pouco interessado na questão das Malvinas". 

Vale frisar também que a Declaração de Ushuaia do ano de 2012, a qual foi homologada de modo unânime pela totalidade dos poderes políticos que faziam parte do Congresso argentino, arbitra a favor da soberania das Malvinas, faz graves comentários em forma de denúncias da corrida militar no Atlântico e firma com transparência os recursos da natureza local com um patrimônio pertencente a nação argentina. 

Enfim, o assunto das ilhas não diz respeito unicamente a um partido político ou governo qualquer, mas, antes, é um tema a ser tratado na esfera de governos de Estado. #Negócios #Violência #Mercosul