Um fato lamentável tentou tirar um pouco do brilho dos atletas da Paralímpiada do Rio de Janeiro. Um jornalista português chamado Joaquim Vieira e que é diretor da Nanook, com passagem pela RTP, usou uma rede social para desferir críticas pesadas à competição.

Dentre as críticas manifestadas por Joaquim, está o fato de considerar o evento esportivo como um “espetáculo grotesco” e um “número de circo” para preencher a agenda do “politicamente correto”. Essa polêmica opinião foi proferida na quinta-feira, 8, mas nem mesmo o jornalista luso imaginou que teria tamanha repercussão. Milhares de pessoas começaram a publicar comentários em redes sociais e na página da Nanook, criticando a atitude do profissional.

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Todas as publicações feitas por Vieira desde quinta-feira também têm ganhado críticas a cada minuto.

Para se justificar, Joaquim decidiu editar a publicação polêmica e acrescentar uma nota, mas a tentativa de correção piorou a situação. Ele disse que respeita os atletas e que sua crítica era contra a competição e não contra os que nela participam. Para ele, não vê finalidade para as paralimpíadas e considera a mesma uma espécie de apartheid esportivo. Ele ainda finalizou menosprezando ainda mais os atletas ao dizer: “Lamento desiludir... mas não existe o Usain Bolt ou Phelps dos Paralimpícos”.

Na madrugada de sábado, 10, Joaquim provocou ainda mais os seguidores ao compartilhar a publicação de um amigo chamado Rui de Carvalho, que fazia um comentário em apoio ao pensamento do jornalista e no final dizia que a paralimpíada era para pessoas que “divertem-se a ver coxos a fazer correria”.

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Durante todo o domingo todas as redes sociais vinculadas ao jornalista estão sendo bombardeadas com comentários de repúdio por sua postura. A maior parte dos críticos são brasileiros, mas há alguns portugueses que também não concordaram com as suas palavras e chamaram sua atenção, na esperança que ele leia o comentário e mude sua postura, entretanto, ele continua realizando suas publicações normalmente, sem se preocupar com o problema que causou e a quantidade de pessoas que se sentiram ofendidas com sua declaração preconceituosa.

Vale apenas ressaltar que Portugal participa da competição junto com mais 205 países. O país de Joaquim possui uma medalha de bronze conquistada no que o profissional chamou de “espetáculo grotesco”. O país luso está em 69ª posição e o Brasil, país sede da paralimpíada, está em 5 ª colocação com 24 medalhas ganhas. Até o momento, essa edição da paralimpíada conta com mais de 100 recordes quebrados pelos atletas que além de superar seus limites, dão uma lição de vida e dedicação em muita gente, independente de subirem no pódio. #Preconceito #rio 2016 #paralimpiada