Mary Shipstone tinha apenas sete anos, quando foi baleada pelo próprio paiYasser Alromisse, de 46 anos, atirou na cabeça da filha, que acabou morrendo já no hospital. Depois de balear a menina, o homem virou a arma contra ele mesmo, disparando também. A menina estava vivendo com a mãe, Lyndsey Shipstone, de 44 anos, que estava se divorciando de Yasser e estava em uma casa-abrigo. A polícia já tinha sido avisada de que o homem estava sabendo a nova morada das duas, que lhe tinha sido enviada "acidentalmente", mas acabaram não evitando a tragédia. 

Foi mais um caso de #Violência doméstica que terminou com o pior dos finais.

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Para se vingar da ex-mulher e com medo de não poder ver a própria filha, o homem matou a menina, antes de se matar a si próprio. O caso é triste e, no Tribunal, ficou concluído que nada poderia ter sido feito para evitar essa tragédia, como se ninguém pudesse prever uma coisa dessas. 

No entanto, Lyndsey Shipstone apareceu desolada, falando que a polícia tinha sido avisada de que o seu advogado tinha enviado a nova morada da casa-abrigo para o seu ex-marido, "acidentalmente".  A morada teria seguido em documentos legais que tinham sido enviados para Yasser, sem que, na época, tivesse notado. Também o advogado não foi responsabilizado por seu erro, que teria sido acidental. No entanto, algumas provas apontam para que o homem pudesse ter recebido o endereço em documentos de outras instituições, nomeadamente do banco e até da agência de apoio de crianças. 

A conclusão do Tribunal foi por outro caminho, ficando declarado que o homem teria usado "uma variedade de meios encobertos e ilícitos" para chegar na nova morada da filha e da ex-mulher, já com intenção de matar a menina. 

O ex-casal estava em uma batalha na Justiça pela guarda da menina, que já durava há cinco anos.

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Apesar de o processo estar demorado, Lyndsey temia que o ex-marido pudesse fazer alguma coisa contra sua filha, para prejudicá-la. As duas estavam vivendo nessa casa há um ano e estavam refazendo sua vida, com a criança em uma escola nova e "mais feliz do que nunca". E era da escola que estavam voltando, na tarde da tragédia. Lyndsey recorda o momento em que colocou a chave na porta, e falou para a filha que ela ia adorar o que ela tinha feito no seu quarto. Foram essas as últimas palavras que disse para Mary. Instantes depois, o pai disparava contra a cabeça da menina. 

Mary ainda foi levada para o hospital, mas acabou por não resistir para os ferimentos.  #Família #Crime