Enrique Peña, presidente do #México, enfrentou nesse sábado, 24, mais um protesto histórico contra o seu governo. Na semana passada, milhares de pessoas foram para as ruas de mais de 120 cidades para reclamar de seu governo e pedir mudanças. Hoje, nem mesmo a baixa temperatura e o dia chuvoso impediu que milhares de mexicanos dedicassem suas manhãs ao exercício da democracia.

Os manifestantes realizaram protestos pacíficos, onde cantavam e falavam palavras que remetiam à fraternidade entre as pessoas, mas pediam um basta à atual política de Peña, que, além de propor o casamento gay e a adoção de crianças para casais homossexuais, também tem permitido o ensino de ideologia de gênero e sexualidade nas escolas primárias.

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No país, onde a maioria das pessoas, ainda que não compareçam a uma igreja há anos, se consideram católicos, a ideia de Peña caiu como uma bomba nos costumes locais. A proposta do presidente já foi autorizada pelo Supremo Tribunal e já está em vigor em alguns estados, mas políticos considerados de extrema direita, têm feito o possível para evitar que a ideia siga adiante no país.

A política nacional em crise

A extrema direita do país já tem demonstrado sua insatisfação há alguns anos, uma vez que o México é um dos maiores berços da esquerda política da América. Lá, o casamento entre gays foi considerado legal em muitas cidades, bem antes de países que ganharam repercussão mundial recentemente.

O atual momento político do presidente fez com que o mesmo entrasse em crise com o seu próprio partido, que decidiu congelar a medida presidencial junto às casas legislativas.

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Além disso, o país sofre com a inflação alta e índices assustadores da violência urbana, sobretudo quando se trata de crimes não desvendados de pessoas desaparecidas ou encontradas mortas ‘misteriosamente’ e que a polícia acredita serem vítimas de milícias ou cartéis de drogas. Com esse cenário desgastado, Penã encara uma impopularidade recorde. Críticos e opositores políticos, acreditam que ele pode não conseguir concluir seu mandato, já o próprio presidente subestima a força dos protestos, alegando que eles são da minoria.

Nas ruas, os manifestantes gritam que eles não são um ou cem e orientam Peña: “Conte-nos bem!”. O movimento avisa que esse é só o começo dos protestos e a mobilização de pessoas nas ruas tem sido um verdadeiro sucesso que tem surpreendido até mesmo a imprensa internacional. A força dos protestos conta com o apoio de políticos e, mais recentemente, com líderes da igreja católica mexicana. #Manifestação #Crise-de-governo