Parece uma trama digna de um best-seller como O Código Da Vinci, mas, segundo o site Daily Mail, do Reino Unido, pesquisadores brasileiros teriam descoberto códigos secretos, escondidos nos afrescos do teto da Capela Sistina, simbolizando a anatomia feminina, e que teriam passado despercebidos pelas autoridades religiosas que encomendaram o trabalho no Vaticano.

O site britânico revelou que o brasileiro Deivis de Campos, pesquisador de anatomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), junto com seus colegas, escreveu um artigo para a revista Clinical Anatomy, onde relata que Michelangelo, assim como outros artistas da época do Renascimento, escondia figuras anatômicas, insultos e até mesmo insinuações sexuais em seus trabalhos, de forma que não fossem notados conscientemente.

Publicidade
Publicidade

Anatomia feminina

Michelangelo foi contratado para pintar a Capela Sistina no ano de 1508, pelo Papa Júlio II. No entanto, o artista estava relutante em assumir o trabalho, uma vez que considerava a pintura uma forma de arte "inferior" – mesmo assim, após quatro anos de trabalho, a obra de cerca de 500 metros quadrados foi concluída.

Ainda segundo o Daily Mail, Michelangelo fez o Papa lhe dar "carta branca" para trabalhar do modo como desejasse nos afrescos, onde teria escondido os símbolos.

Entre as imagens, podem ser vistos oito crânios de carneiros, dispostos regularmente em torno do teto da capela, separando figuras religiosas. De acordo com Deivis de Campos e seus colaboradores, estes carneiros se assemelham ao órgão reprodutor feminino, incluindo o útero, os ovários e as trompas de Falópio.

Publicidade

Os pesquisadores também realizaram cálculos, que indicaram que os braços de Eva estão localizados exatamente no centro do teto, e posicionados em forma de um triângulo apontando para baixo, o que representaria um cálice ou um navio. Estes são conhecidos símbolos pagãos relacionados à fertilidade e ao corpo feminino.

Na reportagem divulgada, Campos afirmou que, para Michelangelo, o cristianismo não era superior a qualquer outra forma de religião. Além disso, o artista era um devoto da antiga arte pagã greco-romana que idolatrava o "sagrado feminino" – um ensinamento que exaltava a mulher por sua força e capacidade de gerar vida. Segundo o pesquisador, Michelangelo pode ter escondido os símbolos associados à anatomia feminina porque sabia que o Papa nunca iria favorecer tais representações. #Curiosidades #Europa