No último século, nenhuma notícia envolvendo a igreja católica repercutiu mais do que a renúncia de Bento XVI ao papado. Em fevereiro de 2013, ele surpreendeu o mundo revelando que não queria mais governar. Além da religião em si, o #Papa é uma espécie de chefe de estado, pois comanda um país, o Vaticano. Muito se comentou e boatos surgiram a respeito da renúncia. Na época, a igreja vivia grandes escândalos, como os de pedofilia. Bento XVI era acusado de ser omisso.

Um golpe fatal em sua governança acabou sendo uma reportagem de Roberto Cabrini, que exibiu como funcionava a exploração sexual de crianças em muitas igrejas.

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O papa (ele ainda tem o título, mesmo após a renúncia), decidiu falar sobre isso pela primeira vez. O pontífice emérito diz em um livro-entrevista, o Ultime conversazioni” (“Últimas conversas”), sobre como foi essa passagem. 

Morte

Joseph Ratzinger conta que um dos motivos que o levaram à renúncia foi a proximidade da morte. Ele conta que não tinha mais capacidade de segurar a igreja, especialmente faltando pouco tempo para a Jornada Mundial da Juventude de 2013, que aconteceu no Rio de Janeiro, no Brasil. O evento já foi realizado com o sucessor de Joseph, o argentino #Papa Francisco, cujo carisma fez com que Bento XVI fosse praticamente esquecido rapidamente. Considerado carrancudo demais para os novos tempos, Bento era impopular até entre fiéis e a igreja não parava de ver seus números caírem. 

Pedofilia

Ele nega, no entanto, que tenha sido pressionado para deixar o papado e fala em saída serena.

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Ele faz autocrítica ao admitir que uma de suas fraquezas foi “a pouca determinação”, especialmente nos momentos em que teve que tomar decisões fortes, como contra os padres pedófilos. Bento revela que já imaginava que esse tipo de pecado existisse na igreja, no entanto, surpreendeu-se com o grande número de escândalos sucessivos que aconteceram. Essa é a primeira vez que ele dá detalhes sobre a renúncia. O livro em que conta "tudo" será vendido a partir da semana que vem. #Governo