Depois da Agência Espacial Americana (NASA) anunciar na semana passada, dia 21, que iria divulgar novas descobertas detectadas na lua Europa, que orbita o gigante gasoso Júpiter, finalmente o mistério foi exposto ao mundo, nesta segunda-feira (26), por meio de teleconferência efetuada no site da entidade, às 15 horas (horário de Brasília).

Embora a agência tenha mantido segredo sobre as revelações em Europa, ela frustrou a expectativa de centenas de pessoas, que esperavam ao menos a detecção de algum tipo de vida no local, ao revelar que o ‘grande achado’ diz respeito ao fato deles terem notado a presença de um oceano subsuperficial no astro.

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Evidência de água em Europa já era de conhecimento público desde 2013, quando o telescópio espacial Hubble, à época, havia observado vapor do líquido em erupção naquela lua.

Contudo, na conferência de hoje, a entidade sacramentou a realidade de um oceano em Europa, o que anteriormente era tido apenas como hipótese.

A NASA informou que as novas imagens indicam a presença de oceano em toda a lua, abaixo das camadas de gelo.

De acordo com os cientistas, o oceano possivelmente é formado de água salina, como os mares da Terra. “As novas imagens indicam um oceano global de solução salina líquida de água, no momento presente escondido sob milhas de gelo”, declara a NASA.

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Conforme o cientista Geoff Yoder, membro da Diretoria de Missões Científicas da Nasa em Washington, o oceano de Europa é considerado um dos lugares mais propícios ao desenvolvimento de vida no sistema solar, além da Terra, é claro.

Na página da entidade, pesquisadores estimam o tamanho do oceano de Europa como sendo o dobro dos oceanos do nosso planeta. No entanto, explicam que o mar daquela lua é protegido por uma gigantesca camada de gelo que se estende por todo o território.

Cientistas perceberam haver água naquele astro devido as enormes erupções do líquido flagradas pelo Hubble. Na percepção dos pesquisadores, a água chega a alcançar 200 metros de altura (125 milhas) “antes de começar a chover na superfície de Europa”.

Mesmo que a NASA não tenha exposto uma verdadeira novidade sobre os acontecimentos naquele corpo celeste, a partir de hoje eles não negam a possibilidade de haver organismos vivos sob o oceano do astro.

Além de Europa, a presença do líquido já havia sido observada na lua de Saturno, Enceladus, em 2005. Na ocasião, a sonda Cassini detectou jatos de vapor de água e poeira naquele astro.

A NASA continuará a estudar as atividades em Europa no ano de 2018 por meio do telescópio James Webb Space, cujo lançamento está programado para aquele ano.

#Inovação #Mídia #Curiosidades