O líder maior da Igreja Católica, #Papa Francisco, declarou hoje (4), a benemérita e auxiliadora dos pobres, Madre Teresa de Calcutá, como santa. O fechamento do processo de canonização, que durou 17 anos, foi celebrado com uma missa papal contando com a presença de 120 mil fiéis, na Praça de São Pedro. Vale salientar que a canonização teve aprovação unânime dos eclesiásticos que se debruçaram sobre o processo.

Ela já tinha sido beatificada em 2003, pelo papa João Paulo II, o qual não escondia sua profunda admiração pela religiosa de origem albanesa. Isso devido à cura de uma mulher indiana que sofria de um tumor cancerígeno no estômago.

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Ela ganhou uma medalha que teria pertencido à Madre Teresa.

A abertura do procedimento para torná-la santa começou em dezembro de 2015, depois de uma conclusão por parte de especialistas do Vaticano de que dois milagres teriam sido obras de Madre Teresa.

Mas foi uma cura obtida aqui no Brasil, no ano de 2008, o ponto decisivo para sua canonização. O brasileiro em questão estava desenganado pelos médicos devido a problemas cerebrais irreversíveis;  a fase de sua doença era terminal. Com a cura comprovada através das investigações, o papa Francisco ratificou a santificação, dizendo que ela foi um “exemplo de solidariedade e entrega aos pobres e deserdados, e também de tenacidade e pragmatismo”.

Quem foi Madre Tereza de Calcutá?

Madre Teresa nasceu em 1910, na cidade de Skopje, hoje capital da Macedônia.

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Na época, pertencia à Albânia – sul da Europa. Seu nome verdadeiro era Gonxhe Agnes Bojaxhlu, mas mudou para Teresa para homenagear outra santa: Teresa de Lisieux. Entrou para a vida eclesiástica em 1928. Logo em seguida, foi transferida para Calcutá, na Índia, atuando como professora. Não satisfeita, saía da sede religiosa para ver o que acontecia nas ruas. Apesar da oposição do arcebispo de Calcutá, recebeu apoio posterior das autoridades. Inclusive do papa Pio XII.

Em 1952, sensibilizada e comovida com uma mulher de rua paupérrima e carcomida pelos pés por causa dos ataques de ratos, toma a resolução de abraçar a causa de ajudar os pobres entre os pobres. Quatro anos antes, já tinha abandonado o lugar de sua ordem religiosa para morar num bairro desprovido da metrópole indiana.

Ao longo de seu trabalho incansável e com um tipo de vida estoico e de parcos recursos, Madre Teresa conseguiu a cessão de um prédio para abrigar tuberculosos e tetânicos, abriu um orfanato e um centro para tratamento de leprosos.

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Por sinal, estes últimos são, atualmente, os responsáveis pela confecção da vestimenta indefectível de Madre Teresa de Calcutá: o sari branco com um bordado de listas em azul.

Em 1979, foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz. De estatura baixa, impressionava pelo seu caráter forte. Impressão do atual papa Francisco que a conheceu em 1994.

Certa vez disse que seu trabalho filantrópico era uma “gota no oceano de sofrimentos, mas que, se não existisse, esta gota faria falta ao mar.”

Morreu em setembro de 1997, de parada cardíaca e se observa, até hoje no seu túmulo, um tapete composto por pétalas de flores. Como homenagem, o governo indiano transportou seu caixão na mesma carruagem em que outro herói, Mahatma Gandhi, foi conduzido pelas ruas de Calcutá. #Religião #Mundo