Começa, a partir desse sábado (10) e vai até o dia 14 (quarta-feira) a tradicional peregrinação à cidade santa de Meca, na Arábia Saudita, são esperados mais de dois milhões de muçulmanos para a visita que acontece todo ano. Depois da tragédia ocorrida no ano passado, onde morreram, pelo menos, 2,3 mil pessoas, o "haji", como é a chamada a peregrinação, será sob forte tensão. Mesmo o governo tendo tomado todas as medidas de reforço e segurança, é o que afirma o jornal francês "Le Monde".

O haji é um ritual sagrado de arrependimento e reflexão que está entre os cinco pilares da religião islâmica. A prática do haji é uma obrigação que todo muçulmano adulto de boas condições financeiras e saudável deve fazer, pelo menos uma vez na vida.

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Desde o início da semana, mais de um milhão de fiéis já estava na cidade santa. Para iniciar a peregrinação, o primeiro passo é ir à Mesquita de Al MasjidAl-Haram, onde se encontra a pedra Caaba e dar a volta na mesma, por sete vezes. Em seguida, os peregrinos se posicionam atrás de uma rocha, que fica em frente à Caaba, para rezar e depois percorrer sete vezes a distância entre dois montes, o Al Safa e Al Marua.

Para finalizar o ritual, o fiel raspa ou corta o cabelo e se despoja das roupas brancas, demonstrando, assim, que não tem apego a bens materiais. A peregrinação deve passar pelas cidades santas de Meca, Mina, Arafat, e Muzdalifah. Iranianos estão de fora do haji desse ano, a decisão foi por causa das mortes ocorridas o ano passado, onde 464 iranianos morreram. Além do mais, os dois países não entraram num acordo quanto ao envio de iranianos a Meca.

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Acidentes

Essa reunião anual de fiéis em Meca já foi causa de muitas confusões, só em 2015 foram mais de 2.300 mortos, num tumulto sem medidas. Geralmente, a desordem é gerada pela grande multidão que se aglomera em um único ponto da cidade.

Na peregrinação, o fiel deve seguir todos os passos dados pelo profeta Maomé, caminhar pelos locais e atirar pedras nas paredes, depois sacrificar um animal e doar a carne aos pobres. #Terrorismo #Fanatismo religioso #Ataque Terrorista