Uma impressionante inundação de sangue pôde ser vista nas ruas de Daca, capital de Bangladesh, nesta terça-feira (13), após o término de um festival muçulmano em que foram sacrificados dezenas de vacas, cabras, ovelhas, camelos e outros tantos animais . Depois de uma chuva torrencial que caiu sobre a cidade, os moradores puderam assistir assombrados o 'rio de sangue' que alagava as ruas, a visão era de aterrorizar.

Festa do Sacrifício ou Eid al-Adha, é assim que as pessoas chamam a celebração muçulmana que invade as ruas de Daca todos anos. Segundo a história, uma homenagem é prestada a Abraão, que estava disposto a dar seu filho em sacrifício, em nome do deus Alá.

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O festival dura quatro dias com orações e sacrifícios de vários animais, no término, a carne dos bichos abatidos são oferecidas à população carente da cidade.

Algumas pessoas fizeram questão de registrar a visão terrível do 'rio de sangue', um deles foi Edward Rees, representante da ONU na capital, que postou fotos em seu Twitter mostrando as ruas ensanguentadas. Segundo autoridades locais, esse problema é recorrente na cidade pelo sistema de drenagem precário, mas para facilitar o escoamento do sangue misturado a água, foram destacados locais apropriados para a realização do festival.

Em conversa com o "The Guardian" o artista Atish Saha, morador local, declarou que a sensação era de estar andando em um bairro pós-apocalíptico, dava medo. "Era uma imagem de #Violência em massa que não deveria existir", afirmou o artista.

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Mas, uma das imagens que mais o deixaram repugnados foi a visão de famílias inteiras, inclusive crianças, chapinhando nas águas vermelhas de sangue, rindo e comemorando o festival.

Autoridades da capital providenciaram para que as ruas fossem rapidamente lavadas, e na manhã dessa quarta-feira, quase toda água já havia sido drenada. Mas quem se aventurou a caminhar pelas ruas e estradas pôde ver ainda um tom avermelhado, além de muitas carcaças e restos dos animais que foram abatidos no festival religioso muçulmano. #Religião #Fanatismo religioso