No filme Eu, Robô (2004), inspirado nos contos do gênio da ficção científica, Isaac Asimov (morto em 1992), o protagonista interpretado pelo ator Will Smith, vive o personagem de um policial encarregado de prender um androide que havia assassinado o cientista responsável pela criação da nova geração de autômatos.

No decorrer da película, as máquinas se revoltam e tentam dominar a sociedade, mas são impedidas pela obstinação de Smith, que trava uma verdadeira batalha contra o domínio dos androides.

Embora a obra cinematográfica descrita nos parágrafos anteriores esteja restrita ao gênero da ficção científica, a inédita detenção de um robô pela polícia da Rússia, nesta semana, lembra um cenário semelhante ao relatado acima.

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Lógico, que em menores proporções.

De acordo com o periódico britânico Daily Mirror, edição de sexta-feira (16), um androide conhecido como Promobot – abreviação de Robô Promocional -, constituído de cabeça, tronco, braços e pernas, foi detido pelas autoridades do país enquanto andava pelas ruas da capital Moscou.

O robô, que já fugiu duas vezes do laboratório onde foi desenvolvido, dessa vez estava a fazer propaganda política para Valery Kalachev, candidato ao parlamento russo.

Apesar do motivo da detenção não ter sido esclarecido, a suspeita é que ele tenha sido retido pelos oficiais devido a denúncia de outro parlamentar, que acusou a máquina de estar entrevistando pessoas nas ruas com objetivo de processar as análises à equipe de Valery, candidato ao cargo público.

Ao assistir a gravação, é possível notar o fato da inusitada cena ter atraído a atenção de dezenas de indivíduos que presenciaram o episódio.

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Segundo declarações do porta-voz da empresa detentora dos direitos do Promobot, o androide esteve prestes a ser encarcerado. "A polícia pediu para remover o robô para longe da área lotada, e até tentaram algemá-lo”, declara.  

Conforme cientistas russos, o autômato é projetado para interagir de forma realista com os seres humanos. Ele é capaz de responder perguntas e também de lembrar o rosto dos indivíduos com quem teve contato.

Em 2015, ele ganhou as manchetes de vários jornais depois de fugir duas vezes do laboratório onde estava.

Ao que tudo indica, a revolução das máquinas já começou. Nós é que não percebemos.

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