Morto na terça-feira (27) aos 93 anos de idade, vítima de um acidente vascular cerebral, Shimon Peres foi primeiro-ministro, ministro das Relações Exteriores e duas vezes presidente de #Israel, país do qual foi um dos fundadores. Líder do Partido Trabalhista, foram 70 anos de uma carreira política dedicada às negociações de paz no #Oriente Médio. Este reconhecimento veio com o prêmio Nobel em 1994, quando da assinatura do Acordo da Paz de Oslo pelo então primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin e Yasser Arafat, líder palestino, que foi intermediada por Bill Clinton.

O funeral aconteceu nesta sexta-feira (30) no Cemitério Nacional de Israel, em Jerusalém.

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Shimon Peres foi enterrado ao lado de Yitzhak Rabin, assassinado em 1995 por um extremista judeu que era contrário ao acordo de paz.

Como uma homenagem a seu legado, a cerimônia reuniu o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu e o presidente da Autoridade Nacional Palestina Mahmoud Abbas, que precisou de uma autorização especial para entrar no país. As negociações de paz entre palestinos e israelenses estão congeladas desde 2014 e Abbas declarou que não pretende negociar enquanto Israel insistir na "colonização" da Cisjordânia. Neste intervalo, os dois líderes haviam se encontrado uma vez, no ano passado, durante a Conferência do Clima, em Paris. O aperto de mãos entre Abbas e Netanyahu inspirou o pronunciamento do presidente dos Estados Unidos Barack Obama: "A presença do presidente Abbas é uma lembrança de que a paz ainda está por ser feita".

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Obama disse considerar Shimon Peres um dos "gigantes do século XX" e fez questão de lembrar a luta de Peres para que palestinos sejam vistos como iguais e que "o povo judeu não nasceu para dominar outro povo".

Líderes e políticos de 70 países estiveram presentes. O Brasil foi representado pelo ministro José Serra, das Relações Exteriores. Entre os países árabes, apenas o Egito e a Jordânia enviaram representantes.

A presença de tantas autoridades mundiais na cerimônia, foi uma demonstração de que o eterno conflito naquela tão conturbada região do planeta é uma preocupação que vai muito além das fronteiras israelenses.

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