Poderia se dizer que a grande partida no tabuleiro de xadrez entre as nações está no seu momento crucial e o presidente da Rússia, #Vladimir Putin, parece ter feito uma jogada bastante significativa nas peças desse tabuleiro, ao menos é o que revelou em entrevista a um programa jornalístico da França, do canal TF-1 no dia 12 de outubro. Putin como líder de uma superpotência como a Rússia, fez questão de dizer durante o encontro com o jornalista francês, que o seu país tem como objetivo primário, impedir a qualquer custo, que as condições político-militares caóticas que reinam no Iraque e também na Líbia se repitam quando o assunto é a Síria.

O controverso presidente russo explicou de forma bastante clara que os dois países árabes, Líbia e Iraque, nunca representaram perigos terroristas concretos a nenhuma outra nação, principalmente ao mundo ocidental.

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Mesmo que não fossem assumidos “exemplos de democracia”, tais países mencionados, só se tornaram grandes problemas para a humanidade, depois que os seus governos anteriores foram derrubados, basicamente pela influência e ação direta dos Estados Unidos.

Enfim, o resumo da história é que as autoridades governamentais da Rússia colocaram na mente e na forma de conduta militar na Síria, de que o que está acontecendo tanto no Iraque e na Líbia, nunca venha a ocorrer no território sírio, de modo que esse último se torne um novo celeiro de terroristas fanáticos e nem uma fonte de instabilidade para o mundo civilizado.

A autoridade maior russa frisou ainda que “a ameaça a Paris, à Costa Azul da França, à Bélgica, à Rússia e aos #EUA não vinha destes territórios (Iraque e Líbia) e agora eles são uma fonte de ameaça terrorista.

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Nosso objetivo é não permitir que o mesmo aconteça no território da Síria", que se analisadas sob o ponto de vista da lupa histórica, as palavras de Putin dão credibilidade ao estadista.

A título de melhor entendimento do contexto que envolve o Oriente Médio, Norte da África e Ásia Menor como um todo, os norte-americanos, liderando as potências aliadas, invadiram o Estado soberano do Iraque no mês de março de 2003, só retirando oficialmente as suas forças armadas daquele país no ano de 2011.

Aproximadamente 200 mil soldados, bem como civis, foram mortos por causa da guerra de grandes proporções, o que custou também a derrocada final do governo do líder iraquiano Saddam Hussein, mas alguns analistas internacionais frisam que a intervenção dos EUA só fez disseminar o grupo extremistas EI - Estado Islâmico ou Daesh como é chamado pelos russos, no território do Iraque.

Já o governo atual da Líbia está afundado em uma crise sem precedentes a partir de 2011, ocasião em que a OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte auxiliou diretamente na deposição do coronel Muammar Khadafi, que era o líder líbio principal. Além do que, a Líbia tem inúmeros problemas com as células organizadas em seu território no que diz respeito ao jihadismo religioso e entrada no país do EI ou Daesh#Coalizão russa