As mudanças políticas, administrativas e econômicas no 2º país em tamanho geográfico da América do Sul, a Argentina, de fato, parecem não estar surtindo os efeitos esperados para a sua população. Tanto é assim que o Indec - Instituto Nacional de Estatística e Censos informou no último dia 14 de outubro, que na área privada ou de investimento particular argentino, já houve a perda do exato número de 118,074 posições nos empregos formais a partir do 4º quarto trimestre de 2015 até junho do ano de 2016. 

Enfim, os números revelados pelo mesmo Indec apontam em nível de estatística, que existiam precisamente 6.537.947 de postos de trabalho no quarto trimestre de 2015, mas já no 2º trimestre deste ano, o número é inferior, sendo de 6.419.868 postos de trabalho, ou seja, o número de empresas aptas a apresentar as suas declarações fiscais ao órgão regulador na Argentina, que é a Administração Federal da Receita Pública, diminuiu em 6.109. 

Nos últimos três meses do ano passado, haviam 577.665 firmas registradas formalmente no país sul-americano, mas entre abril e junho do ano corrente, o número de inscrições de empresas catalogadas conforme determinação legal decresceu para 571.556. 

O relatório estatístico liberado pelo Instituto Nacional reunia ainda informações substanciais do processo evolutivo no que diz respeito, a relação de custos das organizações para assegurar os empregos dos trabalhadores com registro oficial no equivalente a carteira de trabalho argentina.

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Vale frisar de que também nesse quesito, os números apresentados são no mínimo, preocupantes ou até assustadores, uma vez que houve o aumento grave do custo salarial por cada empregado de 22.388 pesos ou o equivalente a US $ 1.473 no final do ano passado para 26.339 pesos ou 1.733 dólares conforme fotografia do meio do ano de 2016. 

Por outro lado, o salário mensal médio com os respectivos descontos dos empregados argentinos registrados junto ao governo e demais órgãos reguladores, isso na área privada, se elevou de 15.473 pesos ou US $ 1.017 dólares durantes os últimos três meses de 2015 para a quantia de 18.107 pesos ou 1.191 dólares norte-americanos na 1ª metade de 2016. 

A pergunta que não quer calar é a seguinte: os governos de tendência neoliberal como é o caso da Argentina e agora, o de Michel Temer no Brasil, são realmente mais eficazes para o povo do que os seus antecessores de forte inclinação para os temas de cunho social? #Desemprego #Crise #Crise econômica