Um ataque a bomba matou 10 soldados e oito civis no domingo, dia 9, em Hakkari, Turquia. Esse foi um dos ataques mais mortais sobre as forças de segurança turcas desde a tentativa de golpe de 15 de julho, quando uma facção militar tentou derrubar o presidente Recep Tayyip Erdogan.

"O ataque foi praticado por um homem que detonou um caminhão-bomba, com cinco toneladas de explosivos," relatou o primeiro-ministro Binali Yildirim à imprensa em Istambul. Relatórios anteriores anunciaram um número de nove mortos depois do ataque que teve como alvo um posto de segurança na província de Hakkari.

A explosão ocorreu quando as forças de segurança estavam procurando veículos no distrito de Semdinli, segundo informações de mídia local.

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Outras 27 pessoas - 11 soldados e 16 civis - ficaram feridas na explosão, que foi atribuída ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). A explosão deixou um buraco de aproximadamente 15 metros de largura e 7 de profundidade na pista, conforme relatou mídia local.

A explosão também causou grandes danos ao portão principal do posto de segurança. Cuneyit Orhan Toprak, governador da província de Hakkari, onde o ataque ocorreu, disse ao canal de notícias privado NTV que os feridos no ataque foram levados para hospitais próximos.

Segundo a mídia local Anadolu, citando um comunicado das Forças Armadas turcas, o ataque ocorreu às 9h45, hora local, do lado de fora do posto de segurança na rodovia Semdinli-Yuksekova. O ponto de verificação é de 20 km (12 milhas) da cidade de Semdinli. Os atiradors primeiro abriram fogo contra os soldados no posto de controle, para distraí-los, antes de dirigirem-se ao caminhão contendo cerca de cinto toneladas de explosivos e detoná-lo.

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Uma estação de infantaria localizada atrás do posto de controle também sofreu danos pesados. Logo após o ataque, o exército confirmou ter iniciado uma operação aérea em larga escala.

O ataque também aconteceu um dia antes do aniversário do ataque mais sangrento da história da Turquia moderna, quando 103 pessoas foram mortas e mais de 500 foram feridas em um duplo atentado suicida contra um comício pela paz pró-curdo na capital, Ancara. #Terrorismo #Estado Islâmico #Casos de polícia