Começou neste dia 3 de outubro o julgamento de Justin Ross Harris, acusado de homicídio culposo pela #Morte seu filho de um ano e por uma nova acusação de envolvimento sexual com uma menor de idade.

Cooper, de um ano e 10 meses, foi abandonado pelo seu pai no banco de trás de um SUV sob uma temperatura de quase 50 graus durante oito horas e morreu de hipertermia. A tragédia aconteceu na cidade de Atlanta, Georgia, em junho de 2014.

A juíza Mary Staley Clark selecionou um juri de 16 pessoas que darão a palavra final sobre o caso.

A defesa de Justin diz que o pai pretendia levar o garoto até a creche, mas esqueceu-se disso e simplesmente dirigiu até o trabalho, na região metropolitana de Atlanta e, sem perceber, deixou Cooper preso no banco de trás, encontrando o filho morto, no fim do dia.

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Já a promotoria acusa Justin de ter agido propositalmente. O homem havia se mudado recentemente de Tuscalosa, Alabama, para a Georgia. O promotor assistente, Chuck Boring, alega que o homem estava infeliz com o casamento e desde então começou a levar uma vida dupla e a alimentar sentimentos por mudança radical em seu estilo de vida pacato. Ele visitava sites que falavam sobre uma vida livre de filhos.

Boring diz que Justin começou a se envolver com outras mulheres, contatando seis delas apenas no dia da morte de Cooper, com quem falava sobre estar insatisfeito com o casamento. "A evidência vai mostrar que este réu esteve online trocando comentários onde se dizia infeliz em seu casamento... Ele enviou mensagens para um mulher dizendo 'Eu odeio ser casado e ter filhos'".

Investigadores apontaram evidências no computador do homem que revelaram que ele pesquisou por morte de crianças dentro de carros antes do incidente ocorrido com seu filho.

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Justin diz que era um pai atencioso. Segundo o mesmo, ele pesquisou sobre morte em carros e a temperatura necessária para tal apenas para evitar que isso possivelmente acontecesse. Acrescentou que havia assistido desenhos animados com seu filho e que os dois saíram para comer em um pequeno restaurante, antes de levá-lo consigo no carro, porém simplesmente não lembrou que Cooper continuava no banco traseiro quando seguiu para o trabalho.

O promotor levantou outra questão. Enquanto a defesa diz que Justin esteve apenas trabalhando, Boring disse que uma das mulheres com quem o réu se envolvia era menor de idade. Ele havia passado o dia conversando por mensagens com uma garota de 16 anos e até pediu por fotos de sua genitália.

Também foi tomado nota da reação do pai ao voltar ao carro e ver o filho morto, pois ele em nenhum momento ligou para a ambulância ou pediu socorro. Apenas repetia "O que eu fiz?! O que eu fiz?!".

Em conclusão, os advogados permaneceram alegando que a morte de Cooper foi acidental. Eles poderão desenvolver sua defesa nesta terça-feira (4), quando também haverá o julgamento final. Justin já tem ficha criminal. Se for condenado por abuso de menores e assassinato poderá pegar pena de prisão perpétua. #Crime #EUA