Paisley Morrison-Johnson nasceu com uma síndrome rara, chamada de Beckwith Wiedemann, e que fez com que essa menina tivesse uma língua do tamanho da de um adulto logo no seu nascimento. Essa doença afeta apenas um bebê a cada 14 mil novos nascimentos, mas os que afeta se tornam casos bem sérios. Como o de Paisley, que até podia ter morrido sufocada em sua própria língua. No entanto, os médicos na Dakota do Sul, EUA, conseguiram reverter o destino dessa menina que, 16 meses depois do seu nascimento, já sorri e começa a emitir os primeiros sons, estando perto de começar a falar. 

A síndrome de Beckwith Wiedemann continuará afetando sua vida, mas o pior já passou para essa menina, que passou os primeiros seis meses de sua vida sendo alimentada por uma sonda em sua barriga.

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A língua era tão grande que nem cabia na sua boca. Os médicos falam que sua língua deveria ter bem o dobro do tamanho da sua boca. 

Começou bem cedo a luta desse bebê. Depois do nascimento ter confirmado o pior cenário, a menina começou fazendo tratamentos para que não sofresse mais. Com apenas seis meses, os cirurgiões cortaram metade da língua da menina, que, no entanto, não resolveu o problema. É que passado pouco tempo, a língua voltaria a crescer e o problema parecia persistir. 

Quatro meses depois, os médicos voltaram a cortar mais uns centímetros do músculo e a menina começou a se desenvolver de forma incrível. Com dez meses de vida, a #mãe, Madison Kienow, de 21 anos, viu sua filha sorrir pela primeira vez. "Eu não podia acreditar no que estava vendo e fiquei chocada com o quão linda minha filha era", revelou a mãe, radiante com as melhoras da pequena Paisley.

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Agora, já com 16 meses, a menina já está comendo e bebendo normalmente e tudo indica que vai começar a falar brevemente, conseguindo já produzir vários sons. Os médicos acreditam, também, que a menina não precisará fazer mais cirurgias na sua boca daqui para a frente. Paisley continuará sendo acompanhada, uma vez que essa síndrome rara pode trazer vários outros problemas, como o câncer. As crianças que sofrem de síndrome de Beckwith Wiedemann têm entre 7 a 25% de risco acrescido de contrair um câncer. Por essa razão, a menina vai fazer testes e exames de três em três meses, até completar os oitos anos, idade em que o risco tende a cair, de acordo com os médicos.  #Bebê #Hospital