Erwin Hapke era biólogo de formação, mas resolveu dedicar aproximadamente quarenta anos de sua vida para uma #Arte milenar e oriental: as dobraduras de papel ou “origamis”.

No tempo em que se isolou do convívio social e, tendo sua vontade respeitada pela família, o alemão fez do material utilizado para escrever, a sua prática de criatividade e reinvenção de formas e cores.

Morto em abril de 2016, aos 79 anos de idade, ninguém tinha ideia do que ele fazia ou do que se ocupava para passar o tempo em seu isolamento voluntário dentro de sua casa. O mistério era alimentado pela absoluta falta de contato com a sociedade.

Sua morada, aliás, serviu para mostrar um pouco de seu estilo artístico e sensível: um impressionante e surpreendente legado feito com as folhas de papel.

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A obra criada por Erwin é centrada justamente na área da Biologia, com especial foco nos #Animais. Metódico e detalhista, Erwin Hapke fez várias borboletas que foram cuidadosamente embaladas em sacos plásticos ou fixadas na parede com fita adesiva.

Para alcançar a fidelidade do que dobrava, o biólogo se utilizava de livros técnicos da área, revistas e amostras do esqueleto ou de ossos para reproduzir os seres vivos à perfeição.

O sobrinho de Erwin Hapke ficou estupefato quando viu tanta beleza ocupando os espaços da casa: “quando minha mãe me disse que tinha muita coisa na casa dele, achei que era só questão de pegar e levar tudo para algum lugar, mas quando vi o que era, fiquei tomado pela beleza do trabalho e não pensei em mais nada”.

O biólogo alemão não criou algo inútil ou pronto para ser visto e jogado fora; antes de morrer, ele deixou anotações por escrito de que toda a sua obra deveria ser conservada e de que a casa onde viveu deveria ser transformada em um museu.

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Os “origamis” representam animais, estruturas abstratas, coisas do cotidiano, arquitetura e representações sobrenaturais. 

Interessante é que Erwin trabalhou com mais de um tipo de material para as suas criações; no sótão de sua habitação, existem trabalhos feitos em metal que lembram criaturas mágicas, fruto exclusivo de sua imaginação sem que houvesse interferência de meios externos como televisão e Internet, conforme a irmã do biólogo afirmou.

Seu sobrinho arremata: “é algo que demanda contemplação e entrega; algo que o homem moderno já quase não consegue entender. Faz parte da magia, sentir o tempo de vida que foi dedicado para cada uma dessas figuras". #Curiosidades