Analisando dados enviados pela sonda espacial #Voyager 2, da #Nasa, uma dupla de pesquisadores da Universidade de Idaho publicou novo estudo apontando que poderia haver duas pequenas luas em #Urano, anteriormente desconhecidas, orbitando próximo dos anéis do planeta.

O mais surpreendente dessa descoberta é que a sonda sobrevoou o planeta Urano em 1986 e seus dados ainda estão sendo utilizados para fazer pesquisas.

A descoberta ocorreu após os pesquisadores analisarem irregularidades em dois dos anéis do planeta, o que poderia indicar a influência gravitacional de luas na proximidade. Calcula-se que elas devam ter entre 4 e 14 km de diâmetro.

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As fotos da Voyager não mostram essas luas, pois suas câmeras não eram sensíveis o suficiente para encontrá-las. Elas também são muito pequenas para serem fotografadas da Terra.

Os pesquisadores pretendem continuar a estudar os padrões da estrutura de anéis de Urano a partir de telescópios, para confirmar a existência destas e de outras luas do planeta distante.

Gigante azul

Urano é o sétimo planeta do Sistema Solar e o terceiro maior. Ele possui 27 luas oficialmente conhecidas, mas é provável que exista muito mais delas. Os planetas gasosos gigantes são conhecidos por colecionar dezenas de luas.

Assim como outros planetas gigantes, Urano possui um sistema de 13 anéis composto de gelo e poeira, no entanto, eles não são tão vistosos como o de Saturno. Os anéis estão divididos em dois conjuntos.

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O sistema interno, menos brilhante, são na maior parte da cor cinza escuro. Os externos e mais brilhantes, possui um anel avermelhado e outro azulado.

Até agora, a Voyager 2 foi a única sonda que estudou Urano. Situado a quase 3 bilhões de km da Terra, até o momento não há planos para enviar uma nova sonda para o planeta.

Voyager 2

As sondas Voyager 1 e 2 foram lançada em 1977. Ambas visitaram Júpiter e Saturno, mas somente a Voyager 2 sobrevoou Urano e Netuno. Neste momento a Voyager 2 está a 16 bilhões de km da Terra e é até agora a sonda operada continuamente pelo maior período de tempo. Os controladores da NASA ainda recebem diariamente sinais muito fracos emitidos pela sonda. Viajando na velocidade da luz, os sinais demoram cerca de 17 horas para chegar à Terra.

Ambas as sondas estão atravessando a camada mais externa da heliosfera, onde o vento solar começa a ser desacelerado pela pressão do meio interestelar.