Certa vez foi escrito no livro bíblico de Salmos 34:7, muito antigamente, o seguinte: “o anjo de Jeová (O Deus Todo-Poderoso) acampa ao redor dos que o temem, e ele os socorre”, ou seja, guardando-se as devidas proporções dessa escrita poética, não é de causar nenhuma estranheza que esse “anjo” figurado possa ser uma adolescente brasileira de somente 16 anos. Gabriela Shapazian é uma jovenzinha que se dedica a crise dos #Refugiados no continente europeu, mais especificamente na Grécia, diferente dos seus colegas de classe escolar, os quais estão se preparando para o vestibular.

A menina está novamente se preparando para voar para a Grécia em novembro com o objetivo humanitário, tanto que ela disse recentemente em entrevista a uma revista do Brasil: “quero melhorar a condição de vida deles (refugiados)”.

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Será a terceira experiência de Gabriela na ilha grega de Lesbos, situada perto do litoral da Turquia e sendo a principal via de acesso para quase todas as embarcações de refugiados que aportavam na Europa, entre outras ilhas.

A primeira vez de Gabriela na Grécia foi em novembro de 2015 junto com a sua mãe, e ficaram por lá durante 45 dias socorrendo os refugiados dentro do mar Mediterrâneo, somando esforços com os outros membros do grupo de resgate.

Vale frisar que, nessa época, a Grécia, com o seu valoroso povo, vivia o apogeu de uma crise econômica que varria o país, mas nem por isso, diferentemente de alguns países mais ricos da Europa, deixou de salvar vidas, até mesmo porque os gregos em muitos períodos da história foram refugiados, como os que agora chegam ao seu território.

Retornando o foco a Gabriela, em junho de 2016, a brasileirinha retornou e ficou mais 40 dias trabalhando para os refugiados.

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A adolescente relatou que chegavam em Lesbos até 100 barcos diariamente, onde Shapazian ajudou de modo geral os migrantes, cozinhou, disponibilizou vestimentas e deu muito afeto as pobres pessoas que chegavam vivas. O que mais comoveu a brasileira foi socorrer as crianças que alcançavam a ilha por conta própria. “É de quebrar o coração. Elas fazem a viagem sozinhas. Por isso, quero futuramente criar um projeto focado nos menores desacompanhados e nos traumas que eles carregam”, disse Gabriela.

A Grécia abriga hoje mais de 60 mil refugiados presos em campos militares, centros abarrotados de detenção temporária e assentamentos anarquistas, e é justamente diante desse contexto que a jovem direciona os migrantes para atendimento médico, vê os projetos de construção escolar, inauguração de novas cozinhas e lavanderias para atender a todos.

Gabriela foi fortemente influenciada na sua linha humanista pela sua mãe, a jornalista Kety Shapazian, que atuou na ocasião em que explodia a Primavera Árabe no norte da África.

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A jovem brasileira estuda muito o assunto dos refugiados e migrações em escala global, o que a distanciou dos demais amigos do Brasil, pois ela disse que os demais jovens daqui não entendem o que a leva a agir desse modo com os migrantes na Grécia, mas ela não se penitencia por isso, uma vez que disse ter encontrado nas viagens os seus melhores amigos, que pensam e agem na prática como ela.

Depois da Grécia, Gabriela quer partir para a Sérvia e França também como ajudadora humanitária, e nos últimos seis meses de 2017 quer ir com a mãe ao Líbano, e assim socorrer os sírios refugiados no Vale de Beca. A brasileira diz que é mais feliz com menos e tem por objetivo estudar o curso de psicologia na universidade, sempre visando a felicidade dos menos afortunados. #Guerra Civil #Conflito na Síria