Preparado para a guerra. Esse é o aviso do líder soberano da Rússia Vladimir Putin, ao Ocidente. Como parte da estratégia do país em mostrar que está pronto para enfrentar qualquer ‘inimigo’ (entenda EUA e aliados), Putin divulgou um vídeo onde militares do exército russo exploram técnicas de combate no fundo do mar.

De acordo com informações do periódico britânico Express, edição de quarta-feira (26), a gravação de 2min33seg de duração, exibe militares treinando para uma eventual guerra submarina, na região de Kaliningrado.

A crescente preocupação de um conflito de proporção global contra o Ocidente aumentou após a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) intensificar a presença de militares de vários países em torno da fronteira com a Rússia - no total serão cerca de 3 a 4 mil soldados na região.

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A medida fez com que Vladimir Putin começasse a se preparar para um iminente confronto, segundo o jornalista Joe Barnes (Express).

Durante a filmagem, tropas navais russas mostram suas habilidades de combates na água, incluindo tiro, luta corpo a corpo e desativação de minas explosivas.

Na encenação da atividade militar, inimigos fictícios haviam capturado uma base naval e implantado minas explosivas em um dos navios conquistados.

Com objetivo de recuperar o território, soldados russos desativam os explosivos enquanto usam um fuzil de assalto anfíbio, capaz de funcionar tanto no solo quanto na água.

No decorrer do filme, mergulhadores também atiram enquanto estão submersos no mar. Eles ainda ensaiam combate corpo a corpo embaixo da água.

‘Satã 2’, o destruidor

Além de mostrar o preparo técnico do exército russo, Vladimir Putin fez questão de expor ao mundo, na terça-feira (25), a mais nova e destrutiva arma nuclear da Terra, um míssil batizado de RS-28 Sarmat, apelidado de ‘Satã 2’.

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Conforme a Rússia, o artefato capaz de transportar 16 ogivas nucleares pode “apagar da face da Terra” um território equivalente ao tamanho do Texas, nos Estados Unidos.

No entanto, a devastador potencial atômico do ‘Satã 2’ não é a única preocupação dos norte-americanos e dos demais aliados.

O objeto, que pode sobrevoar milhares de quilômetros e atingir países do Ocidente, também foi projetado com tecnologia para não ser identificado por radares, chamada de stealth. Esse aspecto invisível do míssil - de alto potencial destrutivo - preocupa as principais nações.

Aumento das tensões

Em outra recente declaração, Vladimir Putin adverte os Estados Unidos para parar de alimentar tensões (entenda sanções) contra a Rússia, ou, nas palavras dele: “vai haver consequências”.

Logo após o recado, o presidente russo enviou dois navios de guerra com capacidade nuclear para o mar Báltico, alimentando ainda mais as preocupações do Ocidente.

A atitude foi interpretada como a maior movimentação naval da Rússia desde o fim da Guerra Fria.

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Atualmente, Estados Unidos e Rússia brigam em lados apostos na guerra da Síria. Enquanto os americanos apoiam os rebeldes contrários ao governo do presidente Bashar al-Assad, o Kremlin fornece armas e ajuda aérea para derrotar os militares opostos ao regime atual.

No meio desse conflito, milhares de pessoas estão sendo dizimadas, grande parte delas são mulheres e crianças. A guerra já dura cinco anos e não tem previsão de acabar.

Ao que tudo indica, o mundo está cada vez mais próximo de um “inverno nuclear”.

Abaixo, veja também o vídeo (legenda em português) do Chefe do Estado Maior general Mark Milley, advertir que estão prontos para enfrentar os “inimigos”.

#Mídia #Curiosidades #Internet