Com a dominação do Estado Islâmico, Al-Qaeda e diversos grupos de rebeldes na #síria e parte do Iraque, o mundo tem entrado, aos poucos, em uma grande guerra. Apesar de utilizar apenas o termo “guerra contra o terror”, a verdade é que nações poderosas, como Rússia e Estados Unidos, não conseguem entrar em um acordo sobre a atuação na Síria ou sobre o cessar-fogo.

Os Estados Unidos acreditam que derrubar o governo da Síria, de Bashar al-Assad, é a solução para acabar com o terrorismo, assim como seu aliado, o governo turco de Erdogan. Já a Rússia é aliada a Bashar e atua em conjunto com o governo sírio para recuperar o território e destruir bases de jihadistas.

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Esses impasses e últimos desentendimentos entre membros de uma mesma coalizão, fizeram com que o jornal russo, Moskovsky Komsomolets, um dos mais conhecidos do país, publicasse que se esse conflito na Síria não chegar ao fim, dará origem a #Terceira Guerra Mundial.

Vladímir Putin, que ano passado foi eleito o presidente mais influente do mundo, além de ser uma das pessoas mais influentes e populares do planeta, de acordo com inúmeras listas internacionais, estaria assumindo um ‘jogo’ muito arriscado ao se opor aos interesses dos Estados Unidos. Recentemente, os EUA decidiram romper as conversas sobre o conflito sírio com os russos. Já faz algum tempo que Obama e Putin não conseguem entrar em um acordo, aumentando a fragilidade diplomática entre as duas nações.

A edição do Moskovsky Komsomolets, que explica os erros que estão acontecendo e que, se não forem cessados, ocasionarão na 3ª grande guerra, teve mais de um milhão de exemplares vendidos, sendo o jornal mais lido da Rússia.

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E se acontecesse uma guerra mundial de verdade?

Embora todas as publicações até hoje não passem de rumores baseados nos reais riscos assumidos por nações ou gerados por grupos terroristas, se EUA e Rússia entrarem em conflito, a guerra não seria apenas entre eles, mas sim mundial, pois, ambas as nações possuem aliados, seja por gratidão, por acordos internacionais ou por parcerias. Logo, ambas as partes teriam inúmeros países para lutar em conjunto, incluindo todos os que integram as respectivas coalizões contra o terrorismo. Os dois países possuem os maiores arsenais de armas químicas do mundo, seguidos da China, Coreia do Norte e países do Oriente Médio. Também possuem os maiores exércitos do mundo.

Andrey Kortunov, Chefe do Conselho de Assuntos Internacionais da Rússia, afirmou em uma entrevista à BBC, que diferentemente da Guerra Fria, onde ambas as partes sabiam “as regras do jogo”, na atual circunstância isso não existe, o que torna a relação entre Rússia e EUA ainda mais perigosa.

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Além disso, se os EUA descartarem a imposição da Rússia, invadirem a Síria e derrubarem o governo de Assad, a Rússia poderá assumir o papel de aliado da Síria e declarar guerra aos americanos.

O analista político, Leonid Radzikhovsky, acredita que Putin terá cautela e não se arriscará assumindo uma guerra contra os americanos, entretanto, os EUA também precisam ponderar e evitar invadir a Síria. O clima entre os representantes das duas nações é cada vez mais tenso, mesmo com tentativas de intermediação de outros países. #Vladimir Putin