Rufino Borrego, que hoje tem 61 anos, foi diagnosticado aos 13 anos de idade com uma distrofia muscular incurável. A partir deste diagnóstico, Borrego passou 43 anos em cima de uma cadeira de rodas, até que uma neurologista descobriu que o diagnóstico que o homem recebera na adolescência estava errado.

A doença que ele tinha na verdade era miastenia congênita, que é um problema neuromuscular que causa uma má transmissão dos comandos dos nervos aos músculos, provocando assim uma fraqueza muscular que passa a não mais responder aos movimentos.

E o tratamento é muito simples e capaz de reverter à situação de Borrego, que depois de ter passado 43 anos numa cadeira de rodas pode voltar a andar.

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Ele fez uso de um medicamento indicado para tratar asma, em forma de uso para nebulização, porém para ele foi usado em forma de pastilhas. Pouco tempo depois de começar o medicamento o homem voltou a andar.

Descoberta

A neurologista Teresinha Evangelista, que atua na Inglaterra, foi a médica responsável pela descoberta. Ela acompanhava a irmã de Borrego que também é portadora da miastenia congênita da forma menos agressiva da doença. Durante seu tratamento, a irmã relatou para a médica a situação clínica de seu irmão. Então Teresinha pediu para ver o irmão de sua paciente.

Duas semanas depois, Borrego marcou consulta e foi ao consultório da neurologista. A médica analisou o paciente em seu consultório e desconfiou que ele possuísse a doença, após realizar alguns exames, enfim a médica fechou o diagnóstico, e Borrego foi informado que realmente possuía miastenia congênita.

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Em posse dos exames do homem era mais fácil saber que tipo de tratamento usar. Então a médica iniciou com o homem o uso com “salbutamol” - remédio usado para tratar asma em forma de inaladores. Já para Borrego foi prescrevido em pastilhas. O homem começou o tratamento e logo se livrou da cadeira de rodas. Em sua primeira consulta após o uso já estava de muletas, e logo em seguida estaria andando sem elas.

A doutora Teresinha não culpa os médicos que fizeram o diagnóstico inicial, pois na época a doença ainda era desconhecida. A doença só foi descoberta em 1970.

Rufino Borrego também não guarda mágoas dos primeiros médicos, por entender que desconheciam a doença. Ele só quer aproveitar a nova vida, afirmou ele. Hoje o homem já livre da cadeira de rodas, faz apenas duas sessões de fisioterapia por ano.

Borrego na verdade voltou a andar em 2010, mas o caso só ficou conhecido agora, após divulgação do jornal local de Portugal “Jornal de Notícias”, e acabou ganhando a atenção do público. #Hospital #Saúde