Amy Brace está vivendo um dos dilemas mais difíceis que qualquer #mãe pode imaginar. Com uma bebê pequena, com um grave problema de saúde, essa mãe caiu na expectativa de estar esperando que um bebê morra. É com enorme tristeza que ela o diz mas a verdade é que, para a filha Marnie sobreviver, terá que morrer um outro bebê. Agonia e culpa de uma mãe, mas que é vivida por outros pais, que têm filhos pequenos em uma lista de espera por um transplante

A bebê Marnie Brace foi notícia durante a última semana, por se ter tornado, com 21 semanas de vida, a pessoa mais jovem aguardando por um transplante de coração, no Reino Unido.

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 A menina nasceu com um problema cardíaco severo, que foi detectado ainda durante a gravidez. O coração de Marnie não consegue bombear sangue suficiente e os médicos já avisaram os pais que não podem fazer nada mais, além de aguardar por um coração novo. Apenas um transplante pode salvar a vida dessa menina, que poderia não se aguentar por muitos meses mais. 

Os médicos continuam tentando novas medicações e tratamentos, para que a menina consiga aguentar, enquanto o transplante não acontece. Mas a mãe não tem dúvidas e sabe que "ela precisa de um coração o quanto antes". 

São várias as angústias dessa mãe, desde a 31ª semana de gestação, quando a chamaram e contaram sobre os problemas da menina. O caso tem se agravado e agora, além de esperar ansiosamente por um transplante, ela já faz outras contas.

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Amy está sabendo que um transplantado não aguenta por mais do que quinze ou vinte anos, altura em que Marnie teria que repetir transplantes sucessivos, para prolongar sua vida. A cura não está assim tão próxima e também não será definitiva. 

Para estes pais, o que está doendo mais neste momento é que eles estão "esperando que o filho de outros morra", para que eles possam receber o coração para a sua menina. A #Família Brace está angustiada por saber que para eles sorrirem, uma outra família ficará destroçada. E aí entra o pedido do pai, Nick, que está apelando para que os pais consintam com a doação de órgãos, logo que os seus #Bebês nasçam. É que, além de todas as dificuldades de aparecer um coração de bebê compatível, existe ainda a questão da autorização de doação. São raros os casos em bebês e, quando eles morrem subitamente, os pais nem querem ouvir falar em doação, apenas desejam fazer o seu luto. 

O pedido desta família para todos os pais, mas também para que a lei seja alterada e permita a doação, a menos que os pais declarem anteriormente que não o querem, está longe de ser egoísmo. E, no futuro, pode vir a salvar vidas como a de Marnie, que está sobre uma corda bamba.