Nunca na história das eleições presidenciais dos Estados Unidos o mundo esteve tão interessado em saber quem será o escolhido.

Enquanto o candidato republicano Donald Trump, afugenta a minoria latina e muçulmana ao ameaçar fechar as fronteiras do país e aumentar a política protecionista, a rival Hillary Clinton promete fazer o contrário.

Para ela, é necessário que a América do Norte - construído por imigrantes europeus e africanos -, tenha relação com os países aliados. A medida, segundo Hillary, também serve para proteger os interesses dos Estados Unidos em territórios estratégicos mundo afora.

Embora grande parcela da imprensa estadunidense avalie Hillary como a futura chefe da nação, um software indiano chamado MoglA, composto por inteligência artificial (IA), que acertou o resultado dos três últimos presidentes dos #EUA, aponta o polêmico Donald Trump como o próximo líder da nação mais poderosa do mundo.

Publicidade
Publicidade

De acordo com informações da emissora estadunidense CNBC, para prever a intenção de voto dos eleitores, o programa vasculha informações em milhões de sites na #Internet, incluindo Google, Facebook, Twitter e Youtube. No momento, o software ressalta que Trump é mais popular do que Barack Obama em 2008.

Segundo o jornalista Arjun Kharpal (CNBC), o ‘vidente virtual’, em funcionamento desde 2004, foi desenvolvido pelo indiano Sanjiv Rai, fundador da star-up Genic.ai.

Rai avalia que há 12 anos a IA está em atividade. Segundo ele, MoglA tem ficado cada vez mais esperto com o passar dos anos.

No entendimento do empresário, será uma surpresa se o programa errar a predição. “Se Trump perder, ele vai desafiar a tendência de dados pela primeira vez nos últimos 12 anos, desde que o engajamento na Internet começou", escreve ele em um relatório enviado à CNBC.

Publicidade

Nem tão seguro assim

Apesar do indiano apostar na capacidade ‘mediúnica’ do programa, ele admite que existe limitações nas informações detectadas na internet.

Sanjiv Rai explica que a confusão pode acontecer quando a IA identifica, por exemplo, uma publicação no Twitter favorável a Trump. “Isso não significa que eles irão apoiá-lo. Além disso, existem atualmente mais pessoas em redes sociais do que havia nas três eleições presidenciais anteriores”, constata.

Rai revela que o nome MoglA foi inspirado no protagonista da obra “O Livro da Selva” (romance de Rudyard Kipling), um menino chamado Mowgli.

Na percepção do empreendedor, assim como a criança do livro, a inteligência artificial também aprende de forma autônoma com o ambiente ao qual está inserida – neste caso, a internet.

“MoglA visa a aprendizagem do seu meio ambiente, desenvolvendo suas próprias regras na camada de política e desenvolvendo sistemas especializados sem descartar quaisquer dados", conclui Rai.

Ao que tudo indica, em breve saberemos se MoglA é realmente capaz de fazer previsões inequívocas.

Abaixo, veja a reportagem da CNBC (em inglês).

#Curiosidades