Apoiado pela coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, o Iraque iniciou uma forte ofensiva para recuperar o domínio de Mosul, segunda maior cidade do país, que ainda segue sob domínio do grupo jihadista #Estado Islâmico. De acordo com informações obtidas até o fechamento desta matéria, as tropas de força locais ainda seguem de 20 a 50 quilômetros distantes do interior da localidade.

No entanto, os combatentes do EI já armaram uma estratégia para resistir enquanto puderem. Informações dão conta de que eles estão usando civis da cidade de #Mossul como escudo humano contra os ataques, colocando-os em prédios que seriam alvos dos ataques aéreos.

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Nos últimos dias, as forças de segurança do Iraque e líderes da ofensiva não observaram famílias deixando a cidade, justamente pela estratégia traçada pelos jihadistas em manterem os civis.

"Nós não estamos vendo esse tipo de mudança nos últimos dias. Nada de pessoas ou famílias deixando ou fugindo. Está claro que o Estado Islâmico está usando pessoas como escudo", avaliou o capitão Davis, porta-voz do Pentágono.

Milhares de combatentes iraquianos avançaram em direção a Mossul em caravanas de veículos blindados pelas áreas que cercam Mosul, amparados pelos bombardeios aéreos da coalização liderada pelos norte-americanos. A estratégia inicial da ofensiva é tomar áreas ao redor de Mosul que pertencem ao poder do EI. Poços de petróleo foram incendiados a 70km da segunda maior cidade iraquiana.

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As forças iraquianas seguirão atravessando as cidades ao redor de Mosul, onde aproximadamente 4.000 extremistas estariam encurralados. Sabah al Numan, porta-voz da ofensiva iraquiana, disse nesta terça-feira que "muitas localidades já foram liberadas".