O pai injetou uma seringa de sangue infectado com HIV, no filho ainda bebê com a esperança de nunca vê-lo tornar-se um homem, mas o destino encarregou-se de passar uma rasteira nele e, 24 anos depois reencontra o filho Brryan Jackson nos tribunais, para pagar por seu crime hediondo. Em junho, a BBC Brasil trouxe essa notícia a público e chocou muita gente.

Departamento de Correições em Missouri, nos Estados Unidos. Em um canto da sala um prisioneiro aguarda, é Bryan Stewart, ele não conhece o filho que está em outro sala, eles nunca se viram e Jackson teve que ser levado para outro lugar mais calmo, pois ficou muito agitado com a perspectiva do encontro com a pessoa que o condenou à uma vida de dúvidas.Tudo que o filho deseja é vê-lo pagar o maior tempo possível atrás das grades.

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Quando recebeu o diagnóstico que tinha #AIDS e foi despachado para casa, ainda bebê, para esperar a morte, pouca gente acreditou que Brryan sobreviveria e um dia reencontraria o pai, para dizer-lhe o que está prestes a falar. "Tentei olhar sempre para a frente", confessa o rapaz sentado ao lado da mãe no tribunal a poucos passos do pai. Mesmo afirmando que nunca quis olhar para o homem, conseguiu vê-lo de relance;

Finalmente Brryan é chamado para ler a declaração, meio indeciso se levanta, respira fundo e começa a contar sua história de luta e sofrimento, para os membros do conselho.

Sua trajetória

Com voz firme, o rapaz relata que seus pais se conheceram enquanto faziam um treinamento médico numa base militar no Missouri, em 1991, logo estavam juntos e a mãe ficou grávida. E conta que o pai ficou contente quando ele nasceu, mas depois de participou da "Operação Tempestade do Deserto" na Guerra do Golfo, (1990-1991), na Arabia Saudita, voltou muito mudado.

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Transtornado, Stewart acusava a mulher de tê-lo traído e exigia o DNA para comprovar que o pequeno era seu filho. As brigas tornaram-se constantes, assim como as ameaças ao menino, os dois se separaram. Aos 11 meses, Jackson teve um ataque de asma e foi internado, pouco tempo depois recebeu a visita do pai, que aproveitando uma saída da mãe, injetou uma seringa com sangue contaminado com HIV. "Ele queria que eu morresse para não pagar a pensão", afirma o rapaz.

Mas contrariando todas as expectativas o garoto sobreviveu, e hoje, aos 24 anos ele é palestrante na tentativa de alertar sobre a AIDS e diz que adoraria ter filhos, no futuro. #Hospital #Doença