Uma antiga citação das Escrituras Sagradas diz que “o tempo e o imprevisto sobrevêm a todos” e lamentavelmente foi exatamente isso o que aconteceu com a cidadã de nacionalidade brasileira, Fabíola Bittar de Kronn, que veio a morrer no último dia 29 de setembro aos 34 anos de idade, bem longe de casa, em um fatídico acidente de trem na cidade de Hoboken, Nova Jersey, #EUA.

Um outro momento emocionante dessa #Tragédia foi quando um homem de nome Rahman Perkins, testemunha ocular do #Acidente, relatou que teve a oportunidade de conversar com a brasileira poucos minutos antes dela vir a falecer.

O norte-americano, em entrevista à rede de televisão ABC, revelou que buscou ajudar aos acidentados no local da colisão, o que resultou em um número superior a 100 pessoas machucadas, e que lamentavelmente o óbito registrado foi o da brasileira de Kroon.

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Enfim, Perkins foi uma espécie de anjo da guarda de Fabíola e pode lhe dar um pouco de conforto nos seus minutos finais de vida.

Na entrevista, o homem disse: “Eu sabia que ela estava sentindo dor. Eu disse, moça, eu não vou deixá-la – se você morrer, não vai morrer sozinha. Estou aqui com você".

De Kroon era nascida na cidade litorânea de Santos, no Estado de São Paulo, e deixou ótimas recordações em todas as pessoas que puderam conhecê-la, tanto é assim que a sua colega no trabalho, Cecília Marques, enquanto estava no Brasil, reforçou em palavras que a brasileira detinha um "coração grande e autêntico... Estou sem palavras e sinto como se o mundo tivesse parado por alguns momentos. Tive o privilégio de conhecer e trabalhar com Fabíola, e posso dizer que ela era uma grande e talentosa mulher", reiterou a amiga.

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Tudo aconteceu de forma muito inesperada e rápida, pois segundo Karlos Magner, proprietário da creche onde de Kroon deixou a sua filha na manhã do dia do acidente. Ele conversou com ela por um minuto e depois a brasileira pegou o trem para a morte.

Conforme testemunho da co-diretora da creche, Maria Sharp, a moça sempre mostrou ser uma zelosa mãe, que em todas as ocasiões desejava saber notícias de sua menina e que ia buscar a filha na escolinha com um sorriso constante no rosto.

Fabíola era funcionária da área jurídica da SAP, empresa especializada em softwares e, no início de 2016, acabou se mudando para Nova Jersey com o esposo.  

Dolf Wiener, outro colega de serviço da brasileira, falou que a mesma ficou muito contente com a mudança para os Estados Unidos, mas tudo não passou de uma tragédia que ceifou a vida e os sonhos de Fabíola.

As autoridades consulares brasileiras em Nova York se pronunciaram revelando que tiveram a informação oficial da morte de Fabíola já no finalzinho da quinta-feira e que, depois disso, mantém comunicação com os membros da família da brasileira fornecendo orientações sobre o que é necessário a ser feito e também o apoio em um momento tão cruel para qualquer pessoa.