Não são só os Estados Unidos que comemoram o #Halloween. O feriado também é comemorado na Irlanda, sendo esta a verdadeira terra natal da tradição, desde a idade remota dos celtas. Entretanto, o país acabou sendo palco de uma grande #Polêmica que aconteceu na cidade de Coleraine, na Irlanda do Norte.

Uma loja chamada “Halloween”, especializada principalmente na venda de artigos para o feriado, colocou como item de venda em sua vitrine uma fantasia voltada para o público infantil. Até aí, nada demais, não fosse o fato da fantasia ser de terrorista muçulmano. O “brinquedo”, cujo preço girava em torno de R$ 50, incluía um colete com camuflagem de guerra, uma barba postiça e um turbante, e estava sendo vendido entre centenas de outros produtos como um item de venda qualquer.

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Outra curiosidade sobre a fantasia, fabricada na China, se referia à embalagem da mesma, na qual se podia ler o aviso: “Keep away from fire”, que significa “Mantenha longe do fogo”.

Um dos funcionários da loja garantiu que a venda do produto estava indo bem até começar a receber críticas da parte dos clientes. Um dos quais, pai de família, relatou ao Daily Mail que a fantasia podia gerar um estereótipo étnico, fazendo parecer que todos “os muçulmanos são terroristas”.

"Vi aquilo e demorei para acreditar que estavam vendendo algo tão ofensivo", comentou um outro pai a um jornal britânico.

Diante de tantas críticas e opiniões controversas, a loja viu-se obrigada a tirar o produto das prateleiras.

Trevor Clarke, político irlandês, membro do Democratic Unionist Party, assim declarou à imprensa a respeito do produto:

"Nem deveria ter sido posto à venda, ainda mais focando no mercado infantil"

"Temos de estar conscientes de nossa própria história aqui na Irlanda do Norte e conscientes também das muitas pessoas que sofrem nas mãos dos terroristas.

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“A venda desse tipo de item é totalmente inapropriado.

"Isso coloca a comunidade Muçulmana sob um ponto de vista negativo, além de estereotipar minorias étnicas de um forma inteiramente inapropriada.

"Eu acho que os varejistas têm o dever de exercer cuidados e considerações em termos de qualquer coisa que eles colocam à venda e eu estou contente que eles tenham remediado a situação mediante a retirada do item das prateleiras". #DiadasBruxas