Neste país de grande beleza e cidades históricas medievais, dois terremotos ocorridos no final do mês da agosto já haviam deixado milhares de desalojados e desabrigados, além de 300 mortos. Na última quarta-feira (26), novos tremores atingiram esta região de montanhas no centro da #Itália, que é propensa a abalos sísmicos.

No último domingo (30), a região foi atingida por um novo terremoto de magnitude 6.6 na escala Richter, de acordo com a medição do Serviço Geológico dos Estados Unidos. Desta vez, o mais forte desde 1980, obrigou milhares de pessoas a deixarem suas casas, por estarem destruídas ou com risco de desabamento.

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Não foi divulgado um número oficial de pessoas atingidas, mas a Defesa Civil informou já ter auxiliado cerca de 15 mil. Somando os atingidos pelos terremotos anteriores, estima-se que aproximadamente 40 mil pessoas perderam suas moradias. Desta vez não foram registradas mortes, mas há 20 feridos, um em estado grave.

O epicentro foi em Norcia, cidade de 4 mil habitantes, que é considerada uma das mais belas do país, geograficamente localizada entre Roma e Florença. Todas as cidades próximas a Norcia sofreram destruição. Em Roma, o tremor afetou o funcionamento do metrô, que está interditado. Também muitas estradas estão fechadas nesta região central, por causa dos deslizamentos de terra.

Por que ocorrem tantos terremotos na península italiana?

A Itália se encontra entre duas placas tectônicas, uma africana e uma euroasiática.

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A placa da África se movimenta dois centímetros por ano em direção ao norte. O mar Tirreno, entre o continente e a ilha de Sardenha, está se alargando. Especialistas dizem que isto contribui para uma movimentação da cordilheira que se estende por todo o país, chamada Montes Apeninos. Soma-se a isto a comprovação de que a crosta da Terra continua se movendo no sentido anti-horário, sob o Mar Adriático. Todos estes fatores fazem com que a estreita península seja "puxada" para todos os lados.

A tendência, portanto, é que os tremores continuem acontecendo.

#prejuízos incalculáveis

Quando se pensa em prejuízos, evidentemente o maior de todos é a perda de vidas, o que desta vez felizmente não aconteceu. Porém os habitantes destas regiões perderam tudo o que possuíam e o valor disto é incalculável. Perde também o país, que tem sua economia fortemente calcada no turismo.

  #Terremoto