Nesta última terça-feira (25), a Rússia mostrou ao mundo as primeiras imagens do míssil RS-28 Sarmat, o maior já construído pelo país até os dias de hoje. A arma nuclear já foi apelidada de ‘Satã 2’, e tem força para destruir uma área gigantesca. Se fosse deflagrada, a arma poderia dizimar uma área equivalente à França ou cerca de duas vezes maior que a Reino Unido. Outra capacidade do artefato é a de viajar por distâncias muito longas, ele poderia atravessar o Pacífico e chegar facilmente na América do norte. A divulgação da imagem veio como uma demonstração de força, em um tempo em que as forças Russas continuam os ataques na Síria.

O governo de Vladimir Putin havia autorizado uma nova trégua humanitária na semana passada aos ataques na cidade de Alepo, no entanto, na última segunda-feira (24), o vice-ministro das Relações Exteriores do país, Sergei Ryabkoy, disse à imprensa que o governo descartou a possibilidade de cessar fogo.

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O governo de Moscou está na Síria para confrontar os terroristas do Estado Islâmico e a Frente Al-Nusara, como também para defender o governo Sírio de Assad. A presença das forças armadas dos Estados Unidos na região, que também são contra os terroristas, mas não defendem o governo Sírio, intensificou os conflitos. Especialistas não têm certeza se a entrada dos EUA na guerra possa resolver o problema dos civis na Síria, pelo contrário, mais forças armadas poderiam levar a novos confrontos e mortes, inclusive com confrontos entre os dois países ocidentais. A Síria está em sua segunda guerra civil desde 2011, e já são contabilizados cerca de 400 mil mortos, segundo os dados nas Nações Unidas.

Diante da demonstração de forças através da divulgação do míssil, o governo Russo deixa claro aos norte-americanos que não têm intenção de sair do território Sírio.

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Segundo especialistas na área, um ataque com a arma nuclear poderia superar em muito os estragos das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki. A ideia é que os artefatos estejam prontos para uso até 2020, e deverão substituir o modelo RS-36M, que foi apelidado de ‘Satã’ quando entrou em serviço nos anos setenta. #Russia #armas