Quem já assistiu ao filme ''Transcendente- A Revolução'', vai entender do que se trata o assunto. No filme, Johnny Deep interpreta o  cientista Will Caster e torna-se famoso ao por em prática seu projeto sobre inteligência artificial. Na ocasião, ele decide realizar testes em um aparelho que é programado para conjugar uma série de informações sobre os sentimentos das pessoas. Após envolver-se em um tema bastante controverso, o pesquisador sofre uma tentativa de homicídio e torna-se inimigo número de extremistas contrários ao uso desta tecnologia que farão de tudo para destruí-la.

Na vida real, uma programadora russa, chamada Eugenia Kuyda, usou uma tecnologia semelhante na tentativa de poder se comunicar com o seu melhor amigo, que morreu vítima de um acidente automobilístico, no final do ano passado.

Publicidade
Publicidade

Atualmente a russa, que é co-fundadora da empresa Luka Inc, afirma que conseguiu trazer seu amigo de volta à vida por meio de um chatbot de inteligência artificial. A pesquisadora conta que perdeu o amigo no final de 2015, três meses depois do acidente, Eugenia, teria enviado a primeira mensagem de texto a personalidade de Inteligência Artificial do amigo falecido.

Sem o túmulo de Mazurenko para visitar, pois ele havia sido cremado, a pesquisadora resolveu inserir na memória digital de Mazurenko, fotos e mensagens de texto trocadas entre eles, na ocasião teria alimentado essas informações através de uma rede neureal, na qual teria criado uma máquina de inteligência artificial.

Na ocasião, a equipe chefiada por Eugenia conseguiu desenvolver uma espécie de diálogo, juntando o conjunto de informações a partir da rede neureal.

Publicidade

De acordo com os desenvolvedores do programa, o usuário poderá iniciar o diálogo com o falecido realizando perguntas ao aplicativo bot Roman.  Ele responderá em russo ou inglês.

De acordo com a pesquisadora, em breve qualquer pessoa poderá baixar o aplicativo via download para o iOS da Luka, pelo qual poderá se comunicar com o avatar digital de Ronan, para isso basta entender inglês ou russo e adicionar @Roman. Amigos de Mazurenko, que passaram pela experiência, afirmam que conversar com a inteligência artificial do falecido foi algo incrível, e que tiveram a sensação de estar conversando com a pessoa em vida, enquanto outros descrevem a experiência como algo bastante assustador.

Até mesmo os pais do jovem têm diferentes opiniões sobre o assunto. Enquanto a mãe afirma ser uma pessoa de sorte por desfrutar desse tipo de tecnologia, por poder conversar  novamente com o filho morto. O pai, por sua vez, afirma que não vai ser fácil para ele ter que conversar com um programa de computador se passando por seu filho. 

Em breve demais programas deverão surgir

Segundo informações há outras empresas do ramo de tecnologia que pretendem desenvolver uma inteligência artificial com o objetivo de emular pessoas falecidas.

Publicidade

Um exemplo  é a rede social ETER9, empresa foi fundada pelo programador português Henrique Jorge.

Nos Estados Unidos, um grupo de pesquisadores norte-americanos se reuniu para desenvolver o Programa de Desenvolvimento de Empreendedorismo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, onde foi desenvolvido o Eterni.me, que em breve deverá postar em redes sociais a partir da inteligência artificial de pessoas. #pesquisa #entreternimento #Curiosidades