Existe uma diferença entre Katherine Stone, uma americana de 21 anos, e suas atuais colegas de trabalho. Katherine, que trabalha no Kit Kat, um dos bordéis legalizados do estado de Nevada, nos EUA, é virgem, e suas colegas, até por dever profissional, não são.

Tudo começou quando a moça, que trabalhava como babá, viu um anúncio de prostíbulo e descobriu que poderia faturar muito mais dinheiro oferecendo sua #virgindade pelo lance mais alto. Segundo ela, que mora no Kit Kat desde maio deste ano, e está aprendendo a entreter a clientela (mas ainda sem fazer sexo), fala-se de lances de até 400 mil dólares, o que dá cerca de R$ 1.300.000,00 reais.

Publicidade
Publicidade

A jovem americana, que cresceu sonhando ser uma advogada, não está querendo dinheiro para comprar itens de luxo ou fazer uma viagem ao redor do mundo. Ela deseja ajudar sua família - pai, mãe e duas irmãs mais novas - que, desde que teve sua casa na cidade de Seattle destruída por um incêndio, tem passado por graves dificuldades financeiras, o que a levou a abandonar os estudos e começar a trabalhar.

Ela expôs seu modo de pensar ao canal de notícias americano CNN: “as pessoas dizem que a gente deveria fazer #sexo e perder a virgindade por amor. Mas se você pensar sobre isso, eu estou fazendo isso porque amo a minha família”

Dennis Hof, o dono do estabelecimento, já tinha organizado um #leilão semelhante em 2008 e por isso recebeu um email de Stone em que ela pedia que a ajudasse com seu plano.

Publicidade

Ele, que diz receber emails desta natureza umas três vezes por mês, só cedeu depois que a moça e sua mãe viajaram até Nevada para convencê-lo. No começo, Stone trabalhava no restaurante do estabelecimento, mas pediu para fazer massagens e entreter a clientela para começar a aprender as manhas do negócio. Ela fica com metade do que arrecada com seus serviços. A outra metade vai para o dono do estabelecimento.

Hof, que diz ter ficado desconfortável com a ideia de uma pessoa fazer isso por necessidade, decidiu, diante da insistência da jovem, colaborar e abrir mão da porcentagem do lance vencedor a que teria direito. “Eu disse: ‘vou fazer isso com ela, mas não quero nada do dinheiro' (...). Estou fazendo isso para ajudar a garota... agora que a conheço, eu a adoro. Ela é incrível. Ela vive no rancho. É parte da nossa família agora e espero que isso funcione para ela.”

Sem saber o que esperar da vida no bordel, Stone diz ter sido adotada pelas colegas, que designaram uma “irmã mais velha” para servir de mentora enquanto ela aprende as regras da vida no Kit Kat.

Publicidade

A jovem sai com suas colegas para se divertir fora do horário de expediente e diz estar “crescendo como pessoa, aprendendo valiosas experiências de vida”.

Algumas pessoas usam de linguagem vulgar para ofender a jovem americana, outras simplesmente criticam sua decisão. Alguns lamentam a falta de oportunidades que a levou a leiloar sua virgindade e outros ainda apoiam o direito dela de dispor de seu corpo do jeito que achar melhor. Enquanto isso, Stone é sucinta: “a decisão é minha”. Ela espera poder comprar uma casa para a mãe, que não ficou feliz com a ideia, mas diz ainda amá-la e com quem se mantém em contato frequente, na região do Lago Tahoe, perto da divisa entre Nevada e Califórnia.