De acordo com informações divulgadas pelo site The Guardian, do Reino Unido, a Rússia revelou as primeiras imagens de sua nova super arma nuclear, que foi batizada com o nome de Satan 2.

O armamento é composto pelo míssil RS-28 Sarmat, que pode atingir uma velocidade de sete quilômetros por segundo (cerca de impressionantes 25 mil km/h), além de ser capaz de transportar 16 ogivas nucleares. Adicionalmente, o Satan 2 consegue desviar de sistemas de escudo antimísseis, e ser invisível a radares inimigos.

O The Guardian afirmou que o armamento pode carregar ogivas nucleares de 40 megatons - duas mil vezes mais potentes que as lançadas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, em 1945 -, e tem o poder destruir, de uma só vez, um território do tamanho da França.

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O presidente Russo Vladimir Putin está planejando substituir os antigos mísseis SS-18 Satan de seu país, que já têm mais de 30 anos de idade, pelos novos Satan 2, dando ao Kremlin condições de atingir alvos tão distantes como as costas leste e oeste dos Estados Unidos, ou qualquer outro alvo em um raio de 10 mil quilômetros de distância.

Segundo o The Guardian, o Ministério da Defesa russo pretende colocar o RS-28 Samart em serviço no final de 2018, e remover o último SS-18 em 2020.

Clima de tensão

A revelação do novo armamento russo foi feita em um momento em que as tensões entre o Kremlin e a Casa Branca encontram-se em um estado delicado, em especial por causa da ofensiva da Rússia em território sírio.

Conforme relembrou o The Guardian, há cerca de duas semanas, durante o debate entre os presidenciáveis Hillary Clinton e Donald Trump, a candidata do Partido Democrata ao governo americano acusou a Rússia de estar cometendo "crimes de guerra" na Síria, ao realizar bombardeios aéreos sobre a cidade de Aleppo - lar de carca de 250 mil pessoas.

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Clinton alegou que Vladimir Putin não está dando a menor atenção à organização terrorista Estado Islâmico, que atua naquele país, e que, na verdade, Putin só estaria interessado em manter Bashar al-Assad no poder. #Russia #Europa #Ataque