Segundo o site Express, do Reino Unido, uma guerra nuclear envolvendo Estados Unidos e Rússia seria "iminente". O Kremlin, conforme relata a reportagem, está levando esta hipótese muito a sério - tanto que um canal de TV russo pediu, explicitamente, para que os cidadãos daquele país procurem saber onde se encontram os abrigos antibomba mais próximos de onde residem.

O perturbador comunicado sobre um provável conflito atômico foi feito pelo canal NTV, administrado pelo governo russo. Em uma transmissão televisiva feita para Moscou, apresentada pelo anfitrião Evgeny Kiselyov, foi feita a seguinte declaração: "Se isso [a guerra nuclear] acontecer algum dia, cada um de vocês [civis] deve saber onde fica o abrigo antibomba mais próximo.

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É melhor descobrir agora".

De acordo com o Express, Kiselyov passou cerca de duas horas criticando, de forma enfurecida, o "comportamento imprudente" da América, além de alertar os telespectadores que um possível combate militar entre Rússia e Estados Unidos pode levar a um conflito de "dimensões nucleares".

Tensão elevada

O Express ressaltou que as relações entre russos e americanos estão atualmente em seu nível mais delicado, se comparadas às tensões que existiam na época da Guerra Fria. E a Rússia tem demonstrado constantemente uma postura agressiva, ao ponto em que realizou, entre os dias quatro e sete deste mês, um exercício de evacuação em grande escala, onde simulou um holocausto nuclear envolvendo o assombroso número de 40 milhões de pessoas.

O descontentamento entre as duas maiores potências nucleares do mundo atingiu o atual ponto por causa da guerra na Síria.

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A Rússia tem apoiado militarmente o governo sírio ao realizar bombardeios aéreos na cidade de Aleppo, tendo como alvo os combatentes rebeldes que lutam contra o regime de Bashar al-Assad. O problema é que os ataques russos tem causado um grande número de mortes de civis, fato que tem alarmado os Estados Unidos.

No entanto, ainda segundo o Express, o analista Aleksander Baunov, do Centro Carnegie de Moscou, teria afirmado que tanto os exercícios de defesa, quanto a programação de TV agressiva do Kremlin, têm como objetivos reais impedir que os Estados Unidos interfiram na campanha militar da Rússia em território sírio, ou ainda acabar conseguindo influenciar no resultado final das eleições americanas. #Ataque #EUA #Guerra Civil