A ideia de uma terceira guerra mundial parece um pouco distante da nossa realidade, porém, para os russos, isso não parece ser surpresa nenhuma, e na verdade ela já estará acontecendo. De acordo com a agência France Presse, citada pelo Jornal de Notícias português, as principais emissoras do país já anunciaram que equipamentos antiaéreos russos na Síria vão derrubar aviões dos Estados Unidos da América. Inclusive, as televisões da Rússia já mostraram reportagens sobre a preparação de abrigos antinucleares em Moscou. Dizem que, em São Petersburgo, o governador quer racionar o pão, diante de uma futura guerra, embora as autoridades tenham negado. 

Nas rádios, se discutem os exercícios que os russos estarão fazendo, com o objetivo de praticar evacuações e simulações de incêndio.

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Mas a partir disso, já se pode imaginar o que está acontecendo.

Crise na Síria

Essa enorme propagação da terceira guerra mundial deve-se muito a uma ruptura nas negociações entre Rússia e Estados Unidos, sobre a guerra da Síria. Na base naval russa na Síria, antiaéreos capazes de destruir caça-bombardeiros já foram posicionados. Isso demonstra que essa força não é para os sírios, mas sim para os americanos.

O clima em Moscou é bem quente e, a qualquer momento, os cidadãos esperam novas notícias sobre o assunto, aflitos de que a qualquer momento a bolha possa estourar e atingir proporções mundiais.

Ameaças discretas nos meios oficiais russos

O Jornal de Notícias refere também também declarações do politólogo russo Gueorgui Bovt, que afirmou que a Rússia se encontra "psicologicamente mais preparada" para uma guerra do que o Ocidente.

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Na TV estatal Rússia 1, o general Konachenkov e o apresentador Kissilev afirmaram que a Rússia tem mísseis no seu enclave de Kaliningrado (uma território russo isolado do resto do país, rodeado pela Polónia, pela Lituânia e pelo mar Báltico) e que "poderão estar armados com ogivas nucleares".

Possíveis acordos poderão ocorrer nos próximos dias, mas é algo bem difícil de acontecer, já que com a Rússia é bem difícil negociar algo em que o país não seja inteiramente ou até exclusivamente a única beneficiada. 

Vamos acompanhar cenas dos próximos capítulos; podemos estar perto de algo histórico, e ao mesmo tempo, devastador. #Russia #EUA #Vladimir Putin