Salvar (e não matar) animais é a missão maior de uma pessoa que escolhe a medicina veterinária como profissão. A premissa básica está longe de ser seguida pela veterinária norte-americana Kristen Lindsey, de 31 anos.

Em abril do ano passado, ela matou um gato que invadiu sua casa, na cidade de Brenham, no estado do Texas, e posou sorridente segurando o bicho morto para uma foto publicada nas redes sociais. A imagem, na qual o gato aparece como um troféu, causou uma enorme polêmica no país. Agora, a profissional teve sua licença de trabalho caçada por um ano.

A veterinária mora no estado do Texas, onde as comunidades que militam pelas causas animais reagiram fortemente à atitude de Kristen. De acordo com o jornal Daily Mail, Kristen Lindsey usou um arco e flecha para abater o gato, que foi atingido na cabeça.

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Achando que tinha feito uma façanha da qual se possa ter orgulho, a veterinária publicou em seguida a imagem do gato com a flecha atravessada do crânio. E, ainda por cima, ela escreveu que seu feito merecia o prêmio de veterinária do ano e que esta havia sido a sua "primeira morte" com o arco e flecha.

A ironia da legenda indignou moradores do estado, que passaram a denunciar a violência à polícia local. Ativistas e simpatizantes da causa animal criaram uma página no Facebook, na qual se revezavam com textos clamando por uma punição justa. Ao ver a enorme repercussão, Kristen apagou a foto da rede social. Mas a imagem já havia sido "viralizada".

O "barulho" dos indignados parece ter surtido efeito. A norte-americana foi investigada e recebeu a punição nesta semana. Mas as consequências de seus atos reverberaram antes da sentença oficial.

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Kristen foi demitida da clínica veterinária onde trabalhava. Na ocasião, a clínica Washington Animal Clinic divulgou uma nota dizendo que sua equipe estava chocada e indignada com a conduta de sua ex-colaboradora.

A defesa da moça lamentou a condenação e disse que as consequências não teriam sido essas se não vivêssemos na era das redes sociais. Kristen, por sua vez, não quis comentar o assunto. O gato chamava-se Tiger e tinha desaparecido havia duas semanas da casa onde vivia. #Crime #Casos de polícia