Durante o século 19, era muito comum entre as tradicionais famílias da Europa, capturar animais selvagens para serem embalsamados e depois pendurados em paredes das salas, entre outros cômodos da casa. Até que, certo dia, um francês chamado de Jules Verreaux, resolveu mudar as regras, levando a prática do embalsamento para outro nível. Na ocasião, ele decidiu fazer isso utilizando o corpo de um guerreiro sul-africano que havia sido enterrado na Cidade do Cabo, na África do Sul.

De acordo com a reportagem do site de noticias BBC Brasil, após ser completamente dissecado, o guerreiro foi exposto em um museus da Europa. A história foi descoberta pelo escritor holandês Frank Westerman, que decidiu averiguar melhor o caso.

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Quando em 1983, Westerman descobriu o corpo durante uma viagem para Espanha, onde visitou o museu Nacional de História de Darder. O escritor relata que, na época, resolveu visitar a ala do museu denominada de ''Quarto Humano", uma ala próxima ao" Quarto dos Mamíferos", ele contou que começou a tremer depois de observar o corpo embalsamado do negro ''Banyoles'', nome dado ao guerreiro sul-africano, que segurava um escudo com a mão esquerda, e uma lança com a mão direita.

Segundo Westerman, a história começou depois que Verreaux, testemunhou o enterro do guerreiro em um cemitério da Cidade do Cabo, em 1831. Durante a madrugada, o homem decidiu invadir o local para roubar seu cadáver. Em seguida o corpo foi preservado e enviado dentro um navio com destino a Paris. Após desembarcar em Paris, o corpo do sul-africano foi exposto em uma exposição na Rua Saint Fiacre 3.

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Depois de 150 anos, a exposição viajou até a Espanha, onde foi exposta pelo veterinário espanhol Franscisco Dardar, onde foi descrito como "O Botsuano". Com a aproximação dos jogos olímpicos de Barcelona em 1992, um médico do Haiti enviou uma carta para o jornal espanhol "El País", onde sugeriu que o corpo do africano fosse retirado do museu. Devido à aproximação dos jogos olímpicos, poderia fazer com que os turistas negros se sentissem ofendidos.

Na época, o pedido teve o apoio de celebridades importantes, como o jogador de basquete dos Estados Unidos, Magic Johnson, além do pastor negro Jesse Jackson. Além deles, o ganês Kofi Annan, secretário geral da ONU na época, acabou condenando a exposição classificando a como repulsiva e inaceitável. Até hoje ninguém soube explicar ao certo, qual a verdadeira identidade do #guerreiro africano. Uma autopsia realizada em 1995, comprovou que o sul-africano tinha em torno de 27 anos, quando faleceu devido a uma forte pneumonia. #Entretenimento #Curiosidades