O artefato foi encontrado em uma aldeia neolítica em Mehragarh, no Paquistão [VIDEO]. Segundo a reportagem da revista Nature, o amuleto foi produzido a partir do derramamento de cobre fundido sobre um molde de argila, que foi utilizado durante a fundição do objeto. Isso explicaria a presença do óxido de cobre sobre o material. Os especialistas estimam que o amuleto tenha em torno de 6 mil anos de idade. A técnica de metalurgia utilizada para a fabricação do objeto é utilizada até hoje pela Agência espacial norte-mericana (#Nasa).

Um acelerador de partículas que fica localizado em Paris, na França, foi capaz de determinar qual o tipo de material foi utilizado na fabricação do artefato.

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Na ocasião, os pesquisadores do Instituto Ipanema, centro europeu de pesquisas, descobriram que o amuleto foi forjado através de um processo de fundição que envolve cera perdida utilizada na fabricação do objeto.

Atualmente, esta técnica envolve a mais alta precisão em relação à fundição metálica. Primeiramente, deve-se criar uma escultura em cera, logo em seguida, coloca-se a escultura dentro de uma caixa, feito isso, preenche-se os espaços em aberto com concreto, ou outros materiais semelhantes. Entretanto, deve-se deixar um espaço em aberto entre a escultura em cera e o ar. Logo após, deve-se aquecer a escultura, onde a cera, por sua vez, acaba evaporando, formando um molde na escultura. Para concluir, coloca-se um bronze, ou outro material sobre a modelagem. Depois que o bronze esfria, quebra-se a forma e o artefato está pronto para ser utilizado.

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A técnica da cera perdida, também conhecida como processo de Mircofusão, é muito utilizada por joalherias, durante o processo de fabricação das joias. Na maioria das vezes, a cera utilizada nesse processo de fabricação, envolve parafina, carnaúba e o polietileno. Através da mistura destes 3 componentes, forma-se um artefato consistente que pode ser esculpido nos mínimos detalhes e, melhor tudo, é que ele não é quebradiço.

A partir desta técnica, também foram desenvolvidos alguns componentes para serem utilizados na Estação Espacial Internacional, e em veículos da NASA, bastante utilizados na exploração de Marte. A técnica também foi utilizada na fabricação da espaçonave Messenger, que esteve presente na órbita de Mercúrio entre os anos de 2011 a 2015. Isso prova a tese de que algumas civilizações da antiguidade eram muito desenvolvidas em determinados aspectos. #Entretenimento #Curiosidades