Um vídeo dramático mostra o momento em que um suposto homem-bomba perde a coragem de participar de um ataque suicida em Alepo, no norte da Síria, e empreende fuga desesperada para tentar se manter vivo.

A filmagem, que foi divulgada na imprensa internacional neste sábado (12), mostra o suposto integrante do grupo radical Estado Islâmico dirigindo um carro-bomba, que provavelmente serviria para matar militantes turcos que lutam contra o exército dos terroristas do EI.

Ocorre algo surpreendente no meio do caminho. O homem simplesmente desiste de cumprir com sua missão “em nome de Allah”. Ele simplesmente sai do que do veículo carregado de explosivos e começa a correr o mais rápido que pode sob intensa linha de fogo.

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O vídeo, de apenas 16 segundos, não deixa claro se o protagonista conseguiu escapar da tentativa de bombardeiro. Enquanto duram as imagens é possível ver que ele não é derrubado por nenhum tiro.

Neste sábado (12), os correspondentes internacionais anunciaram que as forças governamentais sírias recuperaram todas as áreas tomadas pelos rebeldes em uma recente invasão a Alepo oriental.

Alepo é a maior cidade da Síria. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos disse que o exército do país havia recapturado áreas-chave, incluindo o distrito ocidental de Dahiyet al-Assad e da aldeia de Minyan, fora da cidade.

De acordo com o órgão, o início do inverno só vai aumentar as pressões sobre aqueles que estão presos dentro da cidade. Famílias que sobreviveram há anos em meio a conflitos e bombardeios enfrentarão mais uma grande ameaça: a desnutrição e a fome.

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A instituição ainda declarou que é fundamental garantir que o acesso de trabalhadores humanitários na região seja seguro para possibilitar a entrega de alimentos e suprimentos médicos.

“O Reino Unido está na vanguarda da resposta humanitária da Síria e estamos apoiando o plano de resposta de emergência da ONU para Alepo”, disse ainda o Observatório.

“Todas as partes envolvidas no conflito devem agora garantir que este plano seja implementado antes que mais vidas sejam perdidas”, finaliza.

#Guerra #Terrorismo