No dia 13 de novembro de 2015, exatamente um ano atrás, Paris vivia um de seus maiores ataques terroristas. O que era para ser uma noite de diversão, ao som da banda de rock americana, Eagles of Death Metal, se tornou um verdadeiro pesadelo nos sonhos de muitas pessoas que, nem sequer tiveram a chance de acordar.

Ao longo do ano de 2015, a França sobreviveu a uma sucessão de ataques terrorista em suas capitais, deixando 130 mortos e centenas de pessoas feridas que, até hoje estão hospitalizadas e passando por tratamentos psicológicos, segundo informações da agência de notícias da França, France Presse.

De todos os atentados, o que mais chamou a atenção do #Mundo, foi o ataque à Casa de Shows #Bataclan, em Paris.

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Durante o show de rock, membros do Estado Islâmico entraram no local e começaram a fuzilar dezenas de pessoas. Entre mortos e feridos, estava um rapaz de 41 anos que relatou a tragédia em seu livro Mon Bataclan (Lemieux Éditeur), lançado em outubro na cidade de Paris.

Utilizando o pseudônimo Fred Dewild, o autor descreve com muita emoção e ricos detalhes nas imagens dos quadrinhos e nas próprias palavras, o desespero que viveu na mira dos terroristas, contando como fez para sair do local, se fingindo de morto.

Deitado, imóvel, sobre o chão, Dewild percebeu que estava entre centenas de pessoas cobertas por sangue. Quando de repente, no momento em que houve uma explosão, parte de carne humana caiu sobre uma mulher que estava ao seu lado.

No relato, o personagem ainda diz que, cada batimento em seu coração era uma esperança para à vida.

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E, após ter sobrevivido a um ataque terrorista, o autor conta como foram os seus meses traumáticos e as complicações que teve em sua saúde física, mental e emocional.

Reabertura da casa de shows Bataclan

Após uma recriação idêntica do interior do Bataclan, de acordo com o co-diretor do local, Jules Frutos, a casa foi reaberta na noite deste sábado (12) ao som do cantor Sting.

O show especial, contou com a presença da ministra de cultura da França, Audrey Azoulay, além dos familiares das vítimas do ataque terrorista jihadista.

A banda Eagles of Death Metal, presente no ataque de 13 de novembro de 2015, disse que não iria mais voltar a casa. Segundo o vocalista, Jesse Hughes, os vigilantes daquela noite não prestaram o devido serviço quando os terroristas apareceram, pela provável origem árabe. Mas o Bataclan negou a existência de negligência por parte de seus vigilantes.

Segundo Frutos, por respeito e decência, a banda nem seria convidada. #AtaqueTerrorista