A #China lançou ontem (3) seu mais novo foguete, o Long March 5, a partir do Centro de Lançamento Wenchang, na província de Haiana. O foguete transportava um satélite que será utilizado para testar várias tecnologias, como observação de detritos espaciais e até propulsão elétrica. O sucesso no lançamento consolida a indústria espacial do país e é um passo importante nas ambições espaciais da China. O foguete de 57 metros de altura e com 2 estágios tem capacidade para transportar uma carga útil de 25 toneladas para a órbita terrestre baixa. Ele fica atrás apenas do foguete americano Delta IV Heavy, que pode transportar até 28 toneladas de carga.

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Além de poderoso, o Long March 5 é o mais sustentável dos foguetes chineses. O foguete utiliza como combustível uma mistura de querosene e oxigênio líquido, ao invés dos tóxicos compostos hipergólicos dos foguetes anteriores. A China já está trabalhando na construção de um novo foguete que poderia transportar ao espaço até 100 toneladas de carga útil. 

Estação chinesa

Excluída do consórcio da ISS (a "Estação Espacial Internacional", em português), a China tem se empenhado na construção de sua própria e exclusiva estação espacial. O primeiro módulo da estação #Tiangong 2 (“Palácio Celeste”, em chinês) foi lançado em setembro de 2016 e a China espera concluí-la até 2022, quando ela poderá comportar uma tripulação completa. Neste momento os taikonautas (nome que se dá aos astronautas chineses) Jing Haipeng e Chen Dong estão à bordo da estação participando de uma missão de 33 dias no espaço.

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Essa será a mais longa missão de permanência em órbita do programa espacial chinês até hoje. Com o novo foguete, a China pretende dar apoio à estação espacial e enviar sua primeira missão não tripulada para Marte entre 2024 e 2030.

Rivalidade espacial

Em 2003 a China tornou-se o terceiro país da história a conseguir colocar um homem no espaço utilizando-se de tecnologias próprias, ficando atrás da Rússia e dos Estados Unidos.

O governo dos EUA já demonstrou preocupação de que a China poderia utilizar a tecnologia de foguetes para dirigir ataques contra países vizinhos. No entanto, líderes chineses mantém a postura de que seu programa espacial é utilizado apenas para fins pacíficos.

A verdade é que o Programa Espacial Chinês já começa a rivalizar com o dos EUA. Em breve a ISS será aposentada e China se tornará o único país com um laboratório espacial em órbita. Além disso, os chineses dispõem de sua própria nave espacial, a #Shenzhou, inspirada na bem sucedida nave russa Soyuz. Desde a aposentadoria dos nibus espaciais, Barack Obama tem incentivado empresas privadas a oferecerem voos espaciais, privatizando o acesso de seus astronautas ao espaço. Atualmente os americanos pegam carona em foguetes russos para chegar à Estação Espacial Internacional.