A quarta-feira de 3 de outubro de 2016 pode ser considerada como a data da vergonha para um brasileiro e o dia em que a justiça foi feita para uma irlandesa, que sofreu o #Crime sexual do #Estupro por parte desse mesmo homem. Trata-se do mineiro natural da cidade Três Pontas, Rafael Tiso, que recebeu a sentença condenatória de 13 anos de prisão pelos atos de agressão e estupro da mulher na cidade de Dublin, Irlanda. As provas obtidas pela Justiça daquele país baseiam-se nas imagens gravadas de uma câmera de segurança, que registrou quando o homem de 31 anos saía de uma boate local na companhia da irlandesa de 23 anos, tendo o fato acontecido em janeiro deste ano, conforme veiculou reportagem do periódico Irish Examiner. 

Na gravação, Tiso foi para uma rua lateral com a garota embriagada e o rapaz só abandonou o local depois de 40 minutos.

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De acordo com revelações da mídia irlandesa, uma pessoa que estava caminhando pela área, avistou a mulher jogada no chão. O estado físico da jovem era deplorável, uma vez que ela estava semi-inconsciente com as pernas abertas e expostas no meio da via pública, ensanguentando as suas vestes. O fato de garota ter consumido a droga conhecida como ecstasy na casa noturna, provavelmente contribuiu para que ela não se recordasse do que aconteceu naquela noite, mas fato é que ela estava totalmente vulnerável, sendo machucada gravemente nas suas partes sexuais e com uma série de contusões e arranhões. 

O agressor brasileiro encontra-se na Irlanda desde o ano de 2015, fazendo intercâmbio e, quando foi detido pela polícia, usou como defesa o argumento de que o sexo foi consensual, mas posteriormente, ele próprio se declarou publicamente culpado pelo estupro. 

O site do jornal Irish Independent trouxe o parecer da juíza Isobel Kennedy, que caracterizou o crime em pauta como tendo sido algo “violento e insensível” para com “uma mulher vulnerável e inebriada”, que daqui para frente carregará consigo os traumas de uma agressão tão vil.

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Vale frisar que Rafael não possuía em sua ficha nenhum antecedente criminal e por isso, Caroline Biggs, advogada de defesa do brasileiro no julgamento, sinalizou como parte da estratégia para com o seu cliente, de que o rapaz estava fazendo uso de ansiolíticos e que estava mergulhado em profundo estresse por estar longe de seus familiares no Brasil em trabalho exaustivo. 

Biggs se valeu ainda de correspondências de ex-namoradas de Rafael, como uma forma de querer provar o dia a dia de ações normais do homem em relação ao sexo feminino. Todavia, isso não foi suficiente para persuadir a juíza Kennedy, que confirmou a pena de 13 anos de prisão mediante a situação “brutal” em que a mulher foi achada na rua. 

Apesar da modernidade das relações entre as pessoas nos tempo atuais, existem práticas que foram e ainda são consideradas descabidas e mesmo criminosas, no que diz respeito ao bom senso, integridade física e psicológica dos indivíduos e diante dos olhos da justiça, como, por exemplo, o crime do estupro, o qual pode ser entendido como relações sexuais forçadas com violação física de uma das partes, independente do sexo da vítima, muito embora as mulheres, comumente são as mais prejudicadas.

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Os juristas na esfera internacional costumam ainda definir o estupro como um crime de caráter sexual em que ocorre a penetração da vítima. #Trabalhar no exterior