Algumas pessoas acreditam que eles são de ‘carne e osso’, como nós; outras sugerem a possibilidade deles serem entidades inteligentes, formadas por energias espirituais de outras dimensões.

Contudo, no entendimento do astrônomo Seth Shostak, membro do instituto SETI, cujo o trabalho resulta em procurar sinais de rádio emanados por civilizações alienígenas, os extraterrestres, se existirem, são robôs constituídos por uma avançada inteligência artificial (IA).

De acordo com o jornal britânico Express, durante conferência sobre o Espaço, neste mês, em São Francisco (EUA), o astrônomo ressaltou que o aumento da IA é um processo natural entre as civilizações inteligentes.

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Segundo Shostak, a Terra também passará por esta mudança.

Como exemplo da rápida evolução das máquinas, o cientista cita o curto período da criação do rádio, até a elaboração de uma máquina mais complexa, o computador (PC).

Ele acentua que em apenas 45 anos, desde a invenção do rádio (em 1900), o PC - máquina usada em várias atividades humanas -, fora desenvolvido.

Na percepção do estudioso, esse aspecto indica que os aparelhos inteligentes substituirão os humanos. Ele chama esse evento de singularidade.

“Isso, é o começo da ascensão das máquinas, e uma vez que uma civilização iniciar o processo, em seguida, em breve haverá uma singularidade - onde as máquinas irão, eventualmente, exceder a raça dominante”, observa o astrônomo.

No entendimento de Shostak, a inevitabilidade de sermos sucedidos pela inteligência artificial, indica que alienígenas possam existir como máquinas inteligentes, cujo os corpos foram substituídos pela IA.

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Para ele, os primeiros sinais de vida inteligente no cosmos, não virão de planetas semelhantes à Terra, mas sim de regiões do universo onde há abundância de energia. "Talvez o que devemos fazer é olhar para lugares no céu que conectam dois lugares onde há uma grande quantidade de energia", avalia.

Ainda que essa hipótese pareça distante da nossa realidade, a elaboração de máquinas cada vez mais inteligentes e capazes de se autorreplicar, sem a interferência humana, já é uma realidade.

Em 2015, por exemplo, cientistas da Universidade de Cambridge (Inglaterra), construíram um robô capaz de produzir outras versões melhoradas de si mesmo, sem a necessidade da ação humana.

Apelidado de ‘mãe-robô’, a máquina reúne pequenos cubos para ‘gerar’ uma nova versão, ainda mais avançada que a original.

Ao que parece, num futuro próximo as máquinas nos exibirão como peças de museu. #Mídia #Curiosidades #Internet